- A Polícia Federal deflagrou operação contra uma quadrilha de tráfico internacional que enviava drogas do Brasil para a África por via marítima, com doze mandados de busca e apreensão em São Paulo, litoral paulista e Bahia.
- A investigação, iniciada em 2023, teve origem após a apreensão de duas toneladas de cocaína escondidas em um veleiro perto de Cabo Verde, na costa africana. A droga teria saído da América do Sul com destino ao mercado europeu.
- Entre os bens identificados, houve uma cobertura de luxo com vista para o mar no Guarujá, adquirida com recursos do esquema criminoso.
- Em outra linha de atuação, mergulhadores localizaram drogas escondidas a quinze metros abaixo da linha d’água no casco de um navio no Porto de Santos, com carga avaliada em R$ 15 milhões.
- A operação também revelou um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar o patrimônio obtido com o tráfico internacional.
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (10) uma operação para desarticular uma quadrilha que enviava drogas do Brasil para a África por via marítima. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital paulista, no litoral de São Paulo e na Bahia. Entre os alvos está uma cobertura de luxo com vista para o mar no Guarujá, adquirida com recursos do esquema criminoso.
A investigação teve início em 2023, após a apreensão de duas toneladas de cocaína escondidas em um veleiro próximo a Cabo Verde, na costa africana. Com base nesses dados, a PF concluiu que a droga deixou a América do Sul com destino ao mercado europeu, abastecendo redes internacionais.
Segundo a PF, criminosos empregavam diferentes tipos de embarcações para transportar entorpecentes pelo Oceano Atlântico, incluindo barcos pesqueiros, veleiros e narcosubmarinos. A operação também identificou um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar o patrimônio obtido com o tráfico.
Contexto da operação
Em Santos, imagens de mergulhadores mostram drogas escondidas a 15 metros abaixo da linha d’água no casco de um navio. A carga apreendida ali foi estimada em cerca de R$ 15 milhões, segundo as autoridades. As investigações continuam para esclarecer toda a estrutura da organização.
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