- A Polícia Federal deflagrou a operação Balcãs contra o Clã dos Balcãs, investigado por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santos e Guarujá; houve bloqueio de ativos até o limite de R$ 20 milhões.
- A ação teve início após a apreensão de aproximadamente 2,7 toneladas de cocaína a bordo de um veleiro interceptado em águas internacionais perto de Cabo Verde.
- Em quase três anos de investigação, a PF identificou uma estrutura criminosa dedicada a enviar cocaína da América do Sul para a Europa por rotas marítimas transatlânticas, envolvendo operadores logísticos, financiadores e intermediários.
- O caso aponta uso de veleiros e outras embarcações para viagens oceânicas, ocultando uma rede de apoio que financia, faz a logística e a comunicação da organização; há movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade declarada dos investigados.
- Todo o material apreendido será periciado para aprofundar a identificação dos envolvidos e subsidiar a continuidade da persecução criminal; investigações anteriores indicaram mudança de rota após quedas em apreensões nos portos brasileiros.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Balcãs, visando o Clã dos Balcãs, investigado por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre em São Paulo, Santos e Guarujá, com 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Bahia. As autoridades também determinaram o bloqueio de contas, imóveis, veículos e outras estruturas de patrimônio, até o limite de 20 milhões de reais.
A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 2,7 toneladas de cocaína a bordo de um veleiro interceptado em águas internacionais, perto de Cabo Verde, na costa africana. Ao longo de quase três anos, a PF identificou uma estrutura criminosa voltada ao envio de droga da América do Sul para a Europa por rotas marítimas transatlânticas.
Foram identificados operadores logísticos, financiadores, intermediários e membros ligados à organização criminosa, com uso de veleiros e outras embarcações como plataformas de transporte. A rede, segundo as apurações, envolvia financiamento, logística e comunicação entre diversos integrantes.
Na semana passada, a CNN Brasil informou sobre mudança de rota do tráfico internacional após reduções de apreensões em portos brasileiros, com buscas migrando para outras estratégias e uso de barcos pesqueiros. As investigações também apontam movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade declarada de parte dos investigados, sugerindo uso de empresas para ocultação de recursos.
Todo o material apreendido será encaminhado à perícia técnica especializada para aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer a dinâmica dos fatos e subsidiar a continuidade da persecução criminal.
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