- Trump afirmou, em postagem na Truth Social, que os EUA bombardearão o Irã nesta noite e que pretendem tomar o controle dos setores de petróleo e gás do país.
- Citou a Ilha de Kharg, por onde passam cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano, como alvo para tomada de controle.
- A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou transformar o Oriente Médio em um “inferno” se os EUA tentarem desbloquear o Estreito de Ormuz, que o Irã afirma ter fechado.
- O Irã afirmou ter atacado bases americanas em países aliados, após ataques dos EUA a alvos iranianos; Washington já havia bombardeado sistemas de vigilância e defesa aérea no Irã.
- Na véspera, Trump disse que o Irã precisava pagar o preço por não ter fechado um acordo de paz; houve troca de ataques entre Irã e Israel, encerrando temporariamente o cessar-fogo desde 7 de abril.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que as forças americanas retomariam ataques contra o Irã e que, em breve, Washington passaria a controlar parte da infraestrutura de petróleo e gás do país. A declaração foi publicada na empresa de redes sociais do mandatário.
Segundo Trump, a atividade militar contra o Irã seria executada com intensidade naquela noite, e o objetivo seria tomar o controle de ativos petrolíferos e gasíferos, incluindo a Ilha de Kharg, utilizada para grande parte das exportações iranianas. O líder estadounidense citou ações semelhantes já feitas na Venezuela.
O Irã, por sua vez, reagiu com advertências sobre consequências no Oriente Médio caso haja desbloqueio do Estreito de Ormuz, que o regime afirma ter fechado completamente após recentes ataques entre as partes. O governo iraniano sustenta que o estreito está indisponível para embarcações, posição contestada pelos Estados Unidos.
Entre os desdobramentos, o Irã declarou ter atacado bases de aliados dos EUA na região após bombardeios de alvos iranianos em território iraniano, incluindo sistemas de vigilância e defesa. A escalada também envolveu ataques entre Irã e Israel no início da semana, interrompendo temporariamente um cessar-fogo vigente desde 7 de abril.
Na véspera, Trump comentou, em rede social, que o Irã demorou para aceitar um acordo de paz com os EUA e Israel e sugeriu que o regime precisaria arcar com as consequências desse atraso. O contexto envolve uma sequência de hostilidades que já havia apresentado episódios de conflito entre as duas nações.
Contexto recente
- Em meio às trocas de ataques, autoridades iranianas reiteraram propostas de confrontos mais intensos caso haja movimentação militar norte-americana.
- Washington afirma manter posição de vigilância e defender seus interesses estratégicos no Oriente Médio, sem anunciar planos de retirada de áreas de atuação.
- A situação elevada de tensões ocorre em meio a disputas sobre controle de rotas marítimas e recursos energéticos na região.
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