- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA atacarão o Irã “com muita força esta noite” em postagem na Truth Social.
- Ele afirmou que, num futuro próximo, tomará a Ilha de Kharg e assumirá o controle total dos mercados de petróleo e gás iranianos, como fez com a Venezuela.
- A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos EUA ao Irã.
- A PGSA informou que Ormuz permanecerá fechado até novo aviso, citando tensões provocadas pelas forças americanas.
- O Comando Central dos EUA disse ter iniciado ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã, em resposta à agressão iraniana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 11, que os EUA vão atacar o Irã com muita força ainda nesta noite. Ele fez a declaração em uma postagem na rede social Truth Social e ressaltou planos de tomar a Ilha de Kharg e controlar os mercados de petróleo e gás iranianos, comparando a medida com ações já feitas na Venezuela.
Segundo Trump, a ofensiva inclui a destruição de diversas capacidades militares do Irã, como Marinha, Força Aérea, radar e defesa antiaérea, e ele acusou Teerã de responsabilidade pelas tensões na região. A fala foi divulgada em meio a uma escalada militar entre Washington e Teerã, com desdobramentos no Golfo.
Estreito de Ormuz permanece fechado
A Autoridade do Estreito do Golfo Persa (PGSA) confirmou o fechamento do Estreito de Ormuz após os ataques dos EUA contra o Irã. A agência informou que o estreito ficará fechado até novo aviso, citando tensões regionais e ações das forças iranianas, e que o tráfego será alvo de ataques se houver passagem.
A PGSA mencionou ainda que o estreito foi criado recentemente por Teerã para gerenciar o tráfego marítimo na região, e que a medida acompanha a deterioração da segurança local. As paralisações afetam uma das rotas mais importantes para o transporte de combustíveis globais.
Repercussos militares na região
O Irã confirmou a continuidade de ações de defesa e informou que houve resposta a ofensivas recentes dos EUA. O Comando Central dos EUA afirmou, por meio de publicação, que seus ataques são de autoproteção contra alvos no Irã, em reação a agressões não justificadas, segundo o órgão americano.
Nesta quinta-feira, já havia indicativos de novas chegadas de forças a território iraniano e de maior atuação de grupos ligados ao Irã na região. O dia registrou mensagens de autoridades iranianas sobre a continuidade de medidas de defesa e monitoramento do tráfego marítimo no estreito.
Contexto e próximos passos
Especialistas apontam que a escalada envolve fatores históricos de tensão entre Washington e Teerã, com impactos potenciais para mercados globais de energia. Observadores ressaltam que a volatilidade pode aumentar nos próximos dias, especialmente na região do Golfo.
Analistas ressaltam a importância de acompanhar comunicados oficiais de Estados Unidos, Irã e órgãos regionais para entender desdobramentos e impactos logísticos, comerciais e diplomáticos no curto prazo. As informações oficiais devem orientar decisões de governos e empresas ligadas à cadeia de suprimentos de energia.
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