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Virada na contagem de votos no Peru acirra disputa entre Fujimori e esquerdista

Fujimori assume leve vantagem de 650 votos sobre Sánchez com 98,21% apurados; 1,76% das urnas estão sob revisão, incluindo votos no exterior

Cédula do segundo turno das eleições no Peru mostra Keiko Fujimori (esq.), candidata conservadora do partido Força Popular, e Roberto Sánchez, esquerdista do partido Juntos pelo Peru. 07/06/2026 - (Raul Sifuentes/Getty Images)
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  • Keiko Fujimori retomou a liderança sobre Roberto Sánchez por 650 votos, com 50,002% a 49,998%.
  • 98,21% das urnas já foram apuradas, correspondentes a cerca de 18 milhões de votos.
  • Cerca de 1,76% das urnas ( ~400 mil) estão em revisão judicial, o que pode levar semanas.
  • A maioria dos cédulas contestadas fica na região metropolitana de Lima, reduto de Fujimori.
  • Sánchez e Fujimori disputam o mandato presidencial de 2026 a 2031, em meio a histórico momento de instabilidade política no Peru.

A contagem de votos no Peru teve uma nova virada na noite de quarta-feira, com Keiko Fujimori assumindo a liderança sobre Roberto Sánchez por apenas 650 votos. A apuração, ainda em curso, ocorre com 98% dos votos registrados e cédulas de eleitores no exterior aguardando processamento. A Justiça Eleitoral analisa cerca de 1,76% das urnas, sob revisão, o que pode prolongar o resultado.

Com 50,002% dos apoios, Fujimori abriu vantagem mínima diante de 49,998% de Sánchez. A diferença histórica é de cerca de 650 votos, quase três em cada mil. O pleito segue acirrado mesmo diante da proximidade do encerramento da apuração, que abrange milhões de votos já computados.

Parte das cédulas sob revisão provém de áreas metropolitanas de Lima, reduto de Fujimori, onde a contagem é mais lenta devido a procedimentos judiciais. O processo de revisão pode se estender por dias ou semanas, dependendo dos apontamentos apresentados.

Disputa acirrada

Entre os dois protagonistas, o equilíbrio permaneceu durante toda a apuração. Fujimori esteve à frente em sondagens de boca de urna, enquanto Sánchez liderou a contagem rápida de uma casa de pesquisa. Os números oficiais, porém, mantêm a diferença estreita.

O rival de esquerda questionou aspectos da apuração e pediu reunião com observadores internacionais para discutir possíveis irregularidades. A tensão teve início após o acúmulo de votos rurais que favoreceram Sánchez. A serenidade pública foi pedida por ambos os lados durante a apuração.

Perfis dos candidatos

Keiko Fujimori, conservadora e filha do ex-ditador Alberto Fujimori, busca o mandato para 2026-2031. Ela já disputou o cargo em três eleições anteriores, sem vencer no segundo turno. Sánchez, ex-ministro do governo Castillo, é considerado herdeiro político da corrente de esquerda que apoiou o ex-presidente destituído.

O pleito atual marca o confronto entre continuidade de políticas de um espectro conservador e propostas de mudanças associadas à ala esquerda. O resultado final vai definir o rumo político do Peru nos próximos anos, diante de uma década de instabilidade institucional.

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