- A apuração do segundo turno das eleições presidenciais no Peru já completa o sexto dia, superando o mandato de Manuel Merino, que durou cinco dias, de 10 a 15 de novembro de 2020.
- O pleito é disputado entre Roberto Sánchez, da esquerda, e Keiko Fujimori, da direita, marcado por forte polarização e viradas entre os lados.
- O órgão eleitoral peruano, ONPE, informou que a contagem completa deve ser concluída até julho.
- O Peru vive crise política, com nove presidentes nos últimos dez anos.
- Os peruanos foram às urnas no último domingo para escolher o décimo presidente, em meio a desânimo político.
O processo de apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru já está no sexto dia, o que supera o tempo do mandato anterior. O país acompanha de perto a contagem, marcada por várias viradas entre os candidatos.
A contagem, realizada pelo ONPE, mantém a expectativa de conclusão total para julho. A eleição, disputada entre o esquerdista Roberto Sánchez e a direitista Keiko Fujimori, evidencia forte polarização entre eleitores.
Após as votações no último domingo, 7 de outubro, o Peru enfrenta uma crise política acentuada por escândalos. O país já registrou nove presidentes nos últimos dez anos.
Mandato de Manuel Merino
Em 2020, o Peru vivia uma crise acentuada pela destituição de Vizcarra em 2020 e pela ausência de vice-presidente. Como presidente do Congresso, Manuel Merino assumiu o cargo em 10 de novembro daquele ano.
A destituição de Vizcarra foi recebida como golpe por parte da população e gerou protestos generalizados. Dados da Procuradoria e do Ministério da Saúde apontam 2 mortes e quase 100 feridos.
Cinco dias após a posse, em 15 de novembro, Merino renunciou, classificando o movimento como um golpe de Estado civil. A renúncia encerrou rapidamente o seu mandato.
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