- Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, afirmou que os Estados Unidos concordaram em liberar parte dos ativos congelados do país, mas não anunciariam publicamente.
- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, negou qualquer acordo e disse que benefícios só virão se o Irã cumprir suas obrigações, classificando as informações como falsas.
- Segundo a imprensa, o Irã exige a liberação de treze bilhões de dólares em ativos congelados na primeira etapa e mais treze bilhões em uma etapa posterior.
- Autoridades americanas temem que o desbloqueio de recursos neste momento reduza a pressão sobre o regime iraniano e dificultaria o cumprimento de obrigações.
- Em entrevista à CNN, Rezaei afirmou que, se houver acordo, os 24 bilhões de dólares seriam um teste de confiança que os EUA precisam superar para avançar.
O que aconteceu: Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo do Irã, afirmou que os EUA teriam concordado em liberar parte dos recursos congelados do país. A declaração foi veiculada pela agência Tasnim neste sábado.
Quem está envolvido: no Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei recebe a leitura de Rezaei. nos EUA, o vice-presidente JD Vance negou qualquer acordo, classificando relatos sobre liberação de fundos como informações falsas.
Quando e onde: a declaração foi publicada neste fim de semana pela Tasnim, com referência a conversas recentes entre Washington e Teerã. Vance respondeu publicamente na sexta-feira, 12, por meio da rede social X.
Por quê: segundo o Irã, a liberação de parte dos ativos congelados seria condicionada ao cumprimento das obrigações do Irã no eventual acordo. autoridades americanas temem que desbloquear recursos reduza a pressão sobre o regime.
Contexto
Relatos da imprensa indicam que o Irã exigiria a liberação de US$ 12 bilhões de recursos congelados até a assinatura de um acordo provisório, com outros US$ 12 bilhões em etapa posterior. As autoridades dos EUA, no entanto, receiam que o desbloqueio antecipe medidas de pressão.
Trump tem exigido que qualquer acordo seja substancialmente mais robusto do que o pacto nuclear de 2015 e rejeita ações que possam soar como entrega de dinheiro ao Irã. A forma de saída diplomática segue em negociações e avaliações técnicas.
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