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Beijing afirma uso de tartarugas e peixes espiões para monitorar águas chinesas

China afirma uso de tartarugas e peixes espionando suas águas com sensores, coletando dados sensíveis em tempo real e transmitindo-os ao exterior

Sea turtle hatchlings in Indonesia. China regularly makes claims of espionage efforts in nearby waters, including the South China Sea, the East China Sea and the Taiwan Strait.
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  • O Ministério da Segurança de Estado da China afirmou que agências de espionagem estrangeiras usam métodos novos, incluindo animais equipados com sensores, para monitorar as águas chinesas e mapear o fundo do mar.
  • Em postagem no WeChat, o ministério disse que há “guerra secreta invisível” nos oceanos ao redor da China, com dados sensíveis coletados em tempo real e transmitidos por satélite.
  • Segundo a pasta, há “spy turtles” e “spy fish” encontrados com sensores ao nadarem em águas chinesas, sem detalhes sobre locais ou quem instalou os dispositivos.
  • Também mencionou boias de uma instituição de pesquisa marítima estrangeira com sensores meteorológicos para rastrear assinaturas acústicas de submarinos chineses e um “wave glider” movido a ondas e energia solar usados para transmitir dados marítimos militares.
  • A China afirma que espionagem ocorre em áreas como mar do Sul da China, mar da China Oriental e estreito de Taiwan, citando ainda recompensas de 50 mil a 500 mil yuan a pescadores que localizarem dispositivos espiões.

China acusa uso de animais para espionagem nas águas nacionais

A pasta de Segurança do Estado da China afirmou, via WeChat, que agências estrangeiras utilizam métodos de espionagem inovadores para monitorar as águas do país. Segundo o Ministério, há uma “guerra secreta invisível” no mar envolvendo dispositivos de espionagem para mapear o fundo marinho.

Entre as táticas citadas, a pasta mencionou o uso de animais marinhos treinados — como “tartarugas espiãs” e “peixes espiões” — com sensores presos durante a navegação em águas chinesas. Os animais estariam coletando dados como temperatura, salinidade e correntes em tempo real e transmitindo tudo para o exterior por satélite.

Outra linha apresentada pelo ministério inclui bóias supostamente instaladas por institutos de pesquisa marítima estrangeiros, equipadas com pacotes de sensores meteorológicos para rastrear assinaturas acústicas de submarinos chineses em tempo real. Também mencionou o uso de um tipo de “wave glider” movido pelo movimento das ondas e energia solar, apontando coleta de dados militares ligados ao ambiente marítimo e às atividades de embarcações.

Contexto internacional e repertório de alegações

As autoridades chinesas afirmam ainda que essas atividades são parte de um esquema externo para mapear o mar e antecipar movimentos estratégicos. No passado, Pequim já acusou atividades semelhantes no Mar do Sul da China, no Mar da China Oriental e no Estreito de Taiwan, sem detalhar locais ou evidências publicadas.

Histórico e possíveis impactos

Relatos de espionagem marítima não são inéditos; em 2023, a defesa britânica informou que a Rússia reforçava segurança na base naval de Sevastópol com treinamentos de golfinhos para detectar mergulhadores inimigos. Em 2024, a China também mencionou estruturas submarinas camufladas no fundo do oceano para orientar tráfego militar.

A China também informou que pescadores podem receber recompensas financeiras para identificar dispositivos de espionagem nas águas nacionais, com faixas entre 50 mil e 500 mil yuans.

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