- A Bósnia e Herzegovina é governada por uma presidência coletiva de três integrantes desde o fim da Guerra da Bósnia, para evitar concentração de poder.
- O modelo foi criado pela Constituição após o Acordo de Dayton, mediado pela comunidade internacional, que encerrou o conflito.
- A ideia é reduzir o risco de novos conflitos ao distribuir a chefia do Estado entre os principais grupos étnicos.
- A presidência representa os três povos constituintes: bosniaks, sérvios bósnios e croatas bósnios, todos cidadãos da Bósnia e Herzegovina.
- O formato permanece em vigor há quase três décadas, mesmo com o passar do tempo e mudanças no cenário regional.
A Bósnia e Herzegovina mantém um sistema político singular: uma presidência coletiva de três membros, que exerce simultaneamente o papel de chefe de Estado. A estrutura está em vigor há quase 30 anos, desde a Guerra da Bósnia. O modelo busca evitar que um grupo concentrasse poder.
A forma de governo nasceu após o fim do conflito, entre 1992 e 1995, com a assinatura do Acordo de Dayton. A comunidade internacional mediou o acordo, buscando reduzir riscos de novos confrontos entre os grupos étnicos do país.
Para evitar hegemonia de um único grupo, a Constituição criou o poder compartilhado. Em vez de um presidente, o Estado é chefiado por uma tríade que atua de modo conjunto, com decisões colegiadas e equilíbrio entre comunidades.
Elementos básicos da presidência tripla
A divisão ocorre entre comunidades étnicas reconhecidas pela Constituição: bosníacos, sérvios bósnios e croatas bósnios. Embora os termos evoquem nações vizinhas, os representantes são cidadãos da própria Bósnia e Herzegovina.
Essa configuração não representa três entes nacionais, mas três povos constituintes. A escolha dos integrantes ocorre por meio de acordos e eleições, mantendo a função de chefe de Estado compartilhada entre os três grupos.
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