- Com mais de 98% das seções apuradas, Keiko Fujimori mantém vantagem mínima sobre Roberto Sánchez no segundo turno da eleição presidencial no Peru, com about 50,004% a 49,996% dos votos.
- Votos vindos do exterior ajudaram Fujimori a ganhar impulso, enquanto Sánchez havia liderado parte da apuração. Até o momento, a diferença é de pouco mais de 1.300 votos.
- Cerca de 1,76% das seções eleitorais foram sinalizadas para revisão judicial, o que pode atrasar a divulgação do resultado final por semanas.
- A maioria dos votos contestados está na região metropolitana de Lima; a apuração completa deve ocorrer ao longo de dias ou semanas, com previsão de certificar os resultados em meados de julho.
- O resultado final é incerto, sem vencedor declarado, à medida que as cédulas são contadas e eventuais recursos são analisados.
A reta produtiva das urnas no Peru segue acirrando a disputa entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Na contagem com 98,258% apurado, a diferença é mínima, com Fujimori à frente por pouco mais de 1.300 votos. A votação decorre após o segundo turno realizado no último domingo.
A candidata da direita, de 51 anos, recebe impulso de votos do exterior, conforme apuração inicial. Até o momento, 18 milhões de votos já foram computados. Desfecho ainda incerto, pois há seções sob revisão judicial que podem prolongar a contagem por semanas.
A apuração rápida indicou números próximos entre os dois candidatos, com pesquisas de boca de urna apontando empate técnico. A expectativa é de que muitos votos ainda-contestados sejam analisados antes de qualquer certificação final.
O resultado final do pleito deve ser anunciado só em meados de julho, segundo a Junta Nacional Eleitoral, devido a um novo processo de recontagem obrigatório. A certificação depende da conclusão das seções com irregularidades.
A disputa, marcada por denúncias de fraude no primeiro turno e por tensões entre poderes, envolve áreas urbanas de Lima e regiões rurais. A região metropolitana de Lima concentra votos que podem influenciar o placar final.
Entre os apoiadores, Sánchez tenta manter apoio em áreas rurais, enquanto Fujimori depende de sólida mobilização urbana e de eleitores no exterior. O cenário reflete o desafio de governabilidade diante de um Congresso fragmentado.
Contexto histórico: o Peru aguarda o nono presidente em uma década, com o Congresso desempenhando papel decisivo na estabilidade. A eleição envolve rejeições a ambos os candidatos, alimentando uma atmosfera de ceticismo entre eleitores.
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