- Os Estados Unidos chegaram a considerar uma operação terrestre no Irã para capturar estoques de urânio altamente enriquecido, material essencial para armas nucleares.
- O plano chegou a ser apresentado ao presidente Donald Trump nas últimas semanas, mas ele não autorizou devido ao risco de retaliação iraniana.
- O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, retornou aos Estados Unidos em maio para reuniões sigilosas no Comando Central, na Flórida, para analisar cenários.
- A operação exigiria centenas de soldados das forças especiais e poderia resultar em altas baixas, além de impactos econômicos devido à escalada do conflito; o material iraniano estaria distribuído em complexos e túneis subterrâneos.
- O tema ocorreu durante negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear, destacando divergência sobre o destino do urânio enriquecido iraniano.
Os Estados Unidos chegaram a considerar uma operação terrestre no Irã para capturar estoques de urânio altamente enriquecido, material essencial para armas nucleares. A informação foi veiculada pela CNN, com fontes próximas ao assunto.
Segundo as fontes, o plano chegou a ser apresentado ao presidente Donald Trump nas últimas semanas. O objetivo seria avaliar cenários para uma incursão destinada a obter o urânio armazenado em instalações nucleares iranianas.
Durante a sessão de avaliação, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Cane, interrompeu compromissos em Bruxelas e retornou aos EUA, em maio, para reuniões sigilosas no Comando Central, na Flórida.
Trump teria recebido detalhes das opções militares, mas decidiu não autorizar a operação. O receio era de uma retaliação iraniana de ampla escala, segundo as fontes. Também houve preocupação com baixas entre soldados e impactos econômicos.
As conversas ocorreram em meio a negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear. Embora haja indicações de avanços para um acordo, as discussões sobre intervenção militar evidenciam tensões próximas de um desdobramento significativo.
Um ponto de divergência relevante é o destino do estoque de urânio enriquecido mantido pelo Irã. Especialistas citados pela reportagem apontam que o material está distribuído em diversos complexos e armazenado em túneis subterrâneos.
Entre os obstáculos, as fontes destacam que a missão exigiria centenas de soldados das forças especiais. O planejamento classificou o risco da operação como entre alto e extremo, diante de potenciais perdas e de retaliações do Irã.
O caso reforça a complexidade de manter negociações paralelas com o Irã enquanto se avaliam opções militares de grande escala. As informações são fruto de fontes relacionadas ao assunto, para a CNN.
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