- O Haiti precisou modificar o uniforme para a Copa do Mundo após veto da Fifa, que considerou a imagem uma manifestação política.
- A ilustração retratava a Batalha de Vertières, ocorrida em 1803, marco decisivo na luta pela independência haitiana.
- A seleção se classificou para a Copa ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em 18 de novembro de 2025.
- Historiadores destacam o debate sobre silenciamento de memórias históricas de líderes negros, como Toussaint Louverture, em eventos esportivos.
- A Revolução haitiana começou em 1791 e culminou na independência em 1º de janeiro de 1804, tornando-se a primeira república negra do mundo.
A seleção do Haiti precisou alterar o uniforme que usará na Copa do Mundo de futebol para 2026. O time não exibirá mais a ilustração que remete à história da independência do país, após veto da Fifa, que considera o desenho uma manifestação política.
A peça visual mostrava um grupo de pessoas segurando uma bandeira vermelha e branca. A referência era à Batalha de Vertières, de 1803, marco decisivo na luta haitiana pela independência contra a França. A explicação partiu de um representante haitiano ao The Athletic, ligado ao The New York Times.
A vitória de Vertières ocorreu em 18 de novembro de 1803, data que soma ao simbolismo do uniforme com o feito histórico. O mesmo dia em que o Haiti se classificou para a Copa, ao derrotar a Nicarágua por 2 a 0 nas Eliminatórias em 2025.
A decisão da Fifa gerou debates sobre censura de símbolos históricos em contexto esportivo. O tema já havia sido alvo de controvérsia anteriormente, no COI, durante os Jogos de Inverno na Itália, também envolvendo a figura de Toussaint Louverture.
Especialistas destacam o papel central de líderes como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe na Revolução Haitiana. A narrativa histórica associada ao uniforme é tratada como memória de um processo que aboliu a escravidão no Haiti.
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