- O Irã afirmou que um acordo com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo” após Trump chamar autoridades iranianas de desonrosas, em meio à divulgação de uma minuta pela imprensa iraniana.
- O governo iraniano, por meio do ministro das Relações Exteriores, destacou que o memorando de Islamabad “nunca esteve tão próximo” e pediu à imprensa para não especular sobre o conteúdo.
- Os Estados Unidos apresentaram uma versão diferente do texto, segundo a AFP, listando cinco pontos: destruir o material nuclear, desmantelar o programa, manter fundos congelados até cumprir termos, abrir o Estreito de Ormuz e o Irã não financiar grupos terroristas.
- A agência Irna informou que o memorando não prevê abrir mão do controle do Estreito de Ormuz e que as questões sobre o enriquecimento serão tratadas em até sessenta dias de negociações.
- O cenário ocorre em meio a tensões recentes entre Irã, Israel e Estados Unidos, com ataques e retaliações que impactaram o processo de negociação.
O Irã afirmou nesta sexta-feira, 12, que um acordo com os Estados Unidos nunca esteve tão próximo, após Donald Trump chamar as autoridades iranianas de desonrosas. A afirmação ocorre depois da publicação, pela imprensa estatal iraniana, de uma minuta de entendimento.
Trump reagiu nas redes sociais dizendo que os termos vazados não correspondem ao que foi acordado. Ele acusou os negociadores iranianos de desonestidade e pediu cautela para não se especular sobre o conteúdo.
Em meio às críticas, Teerã indicou que a mediação do Paquistão está próxima de um memorando de entendimento, segundo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. O chanceler pediu à imprensa que não especule sobre o conteúdo.
Mudanças na versão do acordo
A agência iraniana Mehr informou que um acordo de 14 pontos foi divulgado na imprensa, mantendo controlo iraniano sobre o Estreito de Ormuz, direito ao enriquecimento de urânio e liberação de fundos iranianos congelados.
A agência Irna, porém, ressaltou que o memorando não obriga o Irã a abrir mão do controle do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o petróleo mundial, e que o tema nuclear será discutido em 60 dias de negociações.
Washington apresentou uma versão diferente do texto, segundo fontes ouvidas pela AFP. Um funcionário americano descreveu cinco pontos centrais: destruir o material nuclear, desmantelar o programa, não liberar fundos até cumprir termos, abrir o Estreito de Ormuz e impedir que o Irã financie grupos terroristas.
Contexto e próximos passos
Trump havia sinalizado, na véspera, que poderia assinar um acordo muito bom ainda neste fim de semana, mas cancelou ataques ao Irã diante do avanço nas negociações. A tensão regional aumentou após retaliações com mísseis iranianos contra Israel, em resposta a ataques no Líbano.
Segundo a apuração, o Irã mantém a expectativa de diálogo com Washington sobre o enriquecimento de urânio e o material já enriquecido, com ênfase na possibilidade de incluí-los no acordo final. As negociações seguem sob a mediação do Paquistão.
Entre na conversa da comunidade