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Máfia dos Balcãs usa Bahia como logística para cocaína exportada à Europa

PF mira lideranças europeias da Máfia dos Balcãs; operação na Bahia e São Paulo prende apoiadores logísticos e evidencia rota atlântica com veleiro de 2,7 t de cocaína

Porto de Salvador (BA)
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Balcãs na Bahia e em São Paulo para desarticular rede de apoio logístico da Máfia dos Balcãs no Brasil, ligada ao tráfico de cocaína para a Europa.
  • Desde 2023, agentes monitoram integrantes e parceiros do Clã na Bahia, o que levou à apreensão de 2,7 toneladas de cocaína a bordo de um veleiro perto de Cabo Verde, na região da África Ocidental.
  • A ação desta quinta-feira cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Santos e Guarujá, com bloqueio de ativos de até R$ 20 milhões.
  • O objetivo é colher informações para alcançar lideranças europeias do esquema; a PF ainda não identificou cooperação direta de facções brasileiras com a Máfia dos Balcãs.
  • A PF aponta que o Brasil funciona como hub de exportação de entorpecentes para a Europa, com rotas marítimas dominando o envio por portos, incluindo áreas da Baixada Santista.

Duzentos e sessenta mil metros cúbicos de cocaína não são o único dado da operação que envolve a Máfia dos Balcãs no Brasil. A Polícia Federal monitora, desde 2023, integrantes e parceiros do clã na Bahia e em São Paulo, em uma investigação sobre apoio logístico ao grupo. A PF aponta o Brasil como elo estratégico para o tráfico rumo à Europa.

Nesta quinta-feira (11), a PF realizou 12 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo, Santos e Guarujá. As ações miraram principalmente apoiadores logísticos que operavam embarcações para o transporte marítimo da droga. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de ativos dos investigados, até 20 milhões de reais.

A investigação remonta à apreensão de 2,7 toneladas de cocaína em um veleiro, próximo a Cabo Verde, na África Ocidental, ainda em 2023. Os dados sugerem uma rota atlântica complexa usada pelo grupo para levar cocaína ao exterior, com envolvimento de portos brasileiros.

Segundo as apurações, líderes da organização passaram por o que ocorria no Aeroporto de Salvador e em encontros em restaurantes da região, configurando um fluxo de informações que alimenta a logística do crime. A operação tem como objetivo ampliar o alcance da apuração até lideranças europeias do esquema.

A PF também investiga se o Balcãs conta com apoio de facções brasileiras reconhecidas pelo tráfico internacional. Contudo, não houve confirmação de cooperação direta com facções específicas, ao menos até o momento da operação desta quinta.

Com as ações, a PF reforça a percepção de que o Brasil funciona como hub de exportação de entorpecentes para a Europa, com maior uso de rotas marítimas para contêineres e navios menores. Intermediários no país organizam remessas obtidas em Bolívia, Paraguai, Peru e Colômbia, para o exterior.

Cidades da Baixada Santista, em São Paulo, aparecem entre os pontos de embarque mais explorados por grupos criminosos para camuflar drogas em contêineres, segundo a investigação. As operações visam coibir o tráfico que cruza o Atlântico, com atuação de redes transnacionais.

Panorama da operação

  • Alvos: apoiadores logísticos da Máfia dos Balcãs no Brasil, com atuação em Salvador, Santos e regiões vizinhas.
  • Objetivo: coletar informações para ampliar a apuração e atingir lideranças europeias.
  • Desfecho até o momento: cumprimento de mandados, apreensão de ativos e continuidade das investigações.
  • Contexto: a organização seria uma das maiores do tráfico internacional de cocaína, com histórico de conexão com rotas na África Ocidental e cooperação com redes holandesas e outros grupos, segundo a PF.

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