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Organização do Trabalho aprova primeira norma para trabalhadores de apps

Organização Internacional do Trabalho aprova primeira convenção para proteção de trabalhadores de apps, buscando impedir classificação como autônomos para evitar salário mínimo

O ponto central do acordo é impedir que plataformas classifiquem trabalhadores como autônomos para evitar salário mínimo e outras obrigações
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  • A Organização Internacional do Trabalho aprovou as primeiras normas para proteção de emprego de trabalhadores de aplicativos, estabelecendo padrões internacionais para regular a economia de plataformas digitais.
  • As diretrizes abrangem classificação de trabalhadores, remuneração, proteção social e condições de trabalho.
  • O objetivo central é impedir que plataformas classifiquem trabalhadores como autônomos para evitar salário mínimo e benefícios como assistência médica, licença médica e contribuições à seguridade social.
  • Estimativas do Banco Mundial apontam que o número de trabalhadores de aplicativos no mundo varia entre 154 milhões e 435 milhões.
  • As normas precisam ser ratificadas pelos governos nacionais para entrar em vigor; os Estados Unidos já haviam se oposto a ratificações de outras convenções da OIT.

A Organização Internacional do Trabalho aprovou nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, as primeiras normas para a proteção de empregos na economia de aplicativos. A convenção estabelece padrões internacionais para regular as condições de trabalho de trabalhadores de plataformas digitais. A informação é via Reuters.

O objetivo principal é evitar que as plataformas classifiquem seus colaboradores como autônomos para escapar de salários mínimos, assistência médica, licenças e contribuições sociais. As normas definem diretrizes sobre classificação, remuneração e proteção social.

Profissionais de direitos humanos, como a Human Rights Watch, e sindicatos apontam que a classificação como autônomo facilita a generalizada evasão de obrigações básicas pelas empresas. O número global de trabalhadores de apps é estimado entre 154 milhões e 435 milhões, segundo o Banco Mundial.

As normas ainda dependem de ratificação por governos nacionais e de implementação prática. Países precisam adotar as regras para que entrem em vigor, enquanto os EUA já declinaram de ratificar convenções anteriores da OIT.

Progresso e próximos passos

A aprovação ocorre em meio a debates internacionais sobre regulação da economia de plataformas. O próximo estágio envolve adesão dos Estados, com a expectativa de que as regras contribuam para padrões mínimos de proteção laboral.

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