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Paz entre Irã e EUA pode estar próxima, afirma premiê do Paquistão

Paquistão afirma que o memorando de entendimento para a paz entre EUA e Irã está próximo, apesar de divergências sobre termos e o destino do estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, é um dos principais mediadores do conflito
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  • O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que um entendimento de paz entre os Estados Unidos e o Irã nunca esteve tão próximo, com um texto final já acordado em negociação.
  • O Paquistão, principal mediador, trabalha em estreita colaboração com ambas as partes para definir os próximos passos do acordo de paz.
  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o memorando de entendimento está em estágio avançado e que o acordo nunca esteve tão próximo de ser concretizado.
  • O presidente dos Estados Unidos negou os termos divulgados pelo Irã sobre o acordo, que teriam incluído o fim de certas restrições ao Irã; o Irã também afirmou que o texto não inclui a transferência do controle do estreito de Ormuz.
  • Segundo a versão do Irã, o memorando prevê a liberação de ativos iranianos congelados, fim da guerra, 60 dias de negociações para um acordo nuclear e suspensão de sanções, entre outros pontos.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que um entendimento de paz entre EUA e Irã está próximo, destacando que um texto acordado já foi alcançado e que Islamabad trabalha com as duas partes para definir os próximos passos. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026.

Segundo Sharif, o Paquistão atua como mediador do processo, buscando consolidar um memorando de paz que reflete propostas de ambas as partes. Ele afirmou que, apesar do ruído externo, há avanços significativos na elaboração do acordo.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, informou que o documento “Memorando de Entendimento de Islamabad” está em estágio avançado de elaboração e que o acordo não deve ser visto como simples promessa. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou termos divulgados pela imprensa sobre o acordo.

Versões conflitantes sobre o que está previsto no memorando foram destacadas pela imprensa. O Irã afirmou que o texto prevê, entre outros itens, a suspensão de sanções e a retomada de navegação no estreito de Ormuz, além da liberação de ativos iranianos congelados.

O governo iraniano também mencionou que o acordo englobaria a suspensão de ações militares envolvidas no conflito, a retirada de forças estrangeiras da região e o fim do bloqueio a portos iranianos. A imprensa internacional relata divergências sobre a abrangência do controle sobre o estreito de Ormuz.

Segundo a visão norte-americana, Trump não confirmou todas as condições vazadas pelo Irã, alegando que o acordo seria vantajoso e exigiria comprometimentos de Teerã com não desenvolver armamento nuclear. A autoridade iraniana, porém, sugeriu acordo mais amplo e detalhado no texto final.

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