- Em discurso pela Dia da Democracia, o presidente Bola Tinubu disse que grupos armados devem se render ou enfrentar a força total do Estado.
- Ele citou sequestros de crianças e ataques a escolas, mencionando casos em Oyo e Borno, e afirmou que as autoridades buscam o retorno seguro dos jovens.
- Tinubu anunciou mais de cinquenta mil novos policiais e um orçamento recorde de 5,41 trilhões de nairas para defesa e segurança no orçamento anual.
- O governo afirmou que, no último ano, as Forças Armadas mataram cerca de 13 mil “terroristas” e que mortes de civis por insurgentes caíram 81% desde 2015; mais de 124 mil combatentes e dependentes entregaram armas pelo programa Safe Corridor.
- O presidente defendeu reformas econômicas, como o fim do subsídio de combustível e a liberalização da taxa de câmbio, para estabilizar as finanças públicas e atrair investimentos.
Armas em operação na Nigéria devem se render ou enfrentar a força total do Estado, afirmou o presidente Bola Ahmed Tinubu. A advertência foi feita durante transmissão nacional na celebração do Dia da Democracia, que marca a volta do regime civil em 1999.
Apesar de as festividades terem sido “ofuscadas” pelos recentes sequestros de estudantes, Tinubu ressaltou que a segurança continua no centro das prioridades do governo. Autoridades afirmam que ataques a escolas e aldeias, bem como sequestros, cresceram no norte e no centro do país.
O presidente destacou que as ações ocorrem em meio a uma crise econômica e de segurança que afeta milhões. Tinubu mencionou os sequestros em Oyo e Borno e informou que as forças de segurança seguem buscando o retorno seguro das crianças.
No discurso, ele ressaltou que “democracia sem segurança não é sólida” e anunciou a contratação de mais de 50 mil novos policiais. Foi criado um orçamento recorde de 5,41 trilhões de nairas para defesa e segurança, correspondente a cerca de US$ 4 bilhões.
O governo também aprovou milhares de novos recrutas para as forças armadas, segundo o presidente. Tinubu alegou que, no último ano, a ação militar resultou na morte de cerca de 13 mil “terroristas” e reduziu em 81% as mortes civis ligadas a insurgências desde 2015.
Ainda segundo o chefe do Executivo, mais de 124 mil combatentes e dependentes já entregaram armas por meio da iniciativa Operation Safe Corridor. Analistas, no entanto, apontam que ataques persistem e se espalham para regiões do sul do país.
Cidadãos e organizações da sociedade civil têm realizado marchas pacíficas em várias capitais de estados, exigindo ações contra a violência e a crise econômica. A inflação elevada segue impactando o custo de vida no país.
Tinubu defendeu as reformas econômicas, como a retirada do subsídio à combustível e a liberalização do regime cambial, afirmando que tais medidas são necessárias para estabilizar as finanças públicas e manter a confiança de investidores.
O presidente utilizou o discurso para prestar homenagem a heróis nacionais ligados à luta pela democracia, incluindo referências ao conjunto de figuras associadas ao histórico pleito de 1993, marcado pela anulação e ao falecido MKO Abiola.
Entre na conversa da comunidade