- Embaixadores dos 27 países da União Europeia concordaram em avançar as negociações de adesão com Ucrânia e Moldávia; a primeira fase deve começar na segunda-feira, 15.
- A Ucrânia mantém a adesão como objetivo estratégico, visando integrá-la à corrente política dominante da Europa, mesmo diante da guerra com a Rússia.
- O bloqueio da Hungria, imposto por questões relativas à minoria húngara na Ucrânia, foi suspenso após acordo entre Budapeste e Kiev, abrindo caminho para as negociações.
- Em Bruxelas, ficou decidido que os dois países iniciarão negociações sobre o primeiro conjunto de áreas políticas que precisam de reformas para atender aos padrões da União Europeia.
- O processo de adesão costuma envolver anos de trabalho, com negociações divididas em seis conjuntos temáticos e foco em reformas e conformidade com normas europeias.
Os embaixadores dos 27 países da União Europeia deram sinal verde para iniciar as negociações de adesão com a Ucrânia e com a Moldávia. A primeira fase está prevista para começar na segunda-feira, dia 15, em Bruxelas, após o avanço em reunião entre representantes dos EUA? (sem incluir) — na prática, a decisão ocorreu na capital belga. A meta é que os dois países alinhem leis e normas a padrões europeus.
O acordo decorre de um processo que já dura anos e envolve reformas em áreas-chave. O bloqueio mantido anteriormente pela Hungria foi superado com um acordo entre Budapeste e Kiev sobre direitos da minoria húngara, abrindo espaço para o avanço. A atualização ocorre mesmo com a Ucrânia ainda enfrentando a guerra.
Na prática, as negociações começarão com o primeiro conjunto de áreas políticas, definidas em capítulos que tratam de temas como direitos fundamentais, mercado interno e relações externas. Cada capítulo corresponde a reformas que devem ser implementadas para atender aos padrões do bloco.
Próximos passos
O bloco de negociações, chamado Conferência Intergovernamental, inicia com o eixo dos fundamentos, considerado a espinha dorsal do processo. Em Bruxelas, lideranças destacaram a importância do avanço como reconhecimento da determinação dos países.
A União Europeia destacou que a decisão de hoje reforça a oferta de paz, estabilidade e oportunidades para a Ucrânia e para a Moldávia, além de sinalizar compromisso com reformas estruturais. O andamento dependerá da continuidade das reformas e do cumprimento dos requisitos institucionais.
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