- Estreita parceria Brasil-UE: assinatura da Parceria Digital Brasil-UE ocorreu no Palácio do Itamaraty na sexta-feira, 12 de junho de 2026.
- O acordo reforça a cooperação com o Mercosul, ampliando o impacto econômico e a relação entre as regiões.
- As principais apostas são investimentos em tecnologia e colaboração entre empresas e governos; há sinalização política para liderar o desenvolvimento tecnológico conjunto.
- Inclui avanços em assinaturas eletrônicas com reconhecimento mútuo entre Brasil e União Europeia, com possível extensão ao Mercosul.
- A parceria também envolve definição de normas internacionais para identidade digital, credenciais digitais e proteção de dados, mantendo a soberania tecnológica sem protecionismo.
A UE assinou, nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, no Palácio do Itamaraty, um acordo de Parceria Digital Brasil-UE. Participaram Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, e Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Digital, Segurança e Democracia. O acordo foi apresentado como impulso à cooperação tecnológica com o Brasil e o Mercosul.
Antes da assinatura, Virkkunen já havia se reunido, na quinta-feira (11) com o vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro ocorreu em Brasília e tratou de fortalecer investimentos em tecnologia e colaboração entre governos e empresas.
A assinatura ocorreu em meio a esforços para ampliar a parceria comercial com o Mercosul. A representante europeia ressaltou que a soberania tecnológica europeia não se baseia em protecionismo, destacando cooperação em IA, semicondutores, conectividade, nuvem e cibersegurança como elementos centrais.
Acordo de Tecnologia
O documento eleva a cooperação a um patamar político, mantendo foco no aumento do acordo comercial com o Mercosul. O acordo prevê cooperação multinível entre empresas e governos, além de sinalizar o compromisso político de desenvolvimento tecnológico conjunto.
As partes também buscam avançar na assinatura eletrônica com reconhecimento mútuo, possivelmente expandindo o arranjo ao Mercosul. O Brasil e a UE pretendem, ainda, cooperar na definição de normas internacionais para identidade digital e credenciais, com respeito à proteção de dados.
A parceria digital europeia segue já em vigor com Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, servindo de referência para o novo acordo com o Brasil.
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