- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo com o Irã pode ser assinado neste domingo, 14, e que o estreito de Ormuz seria reaberto logo após a assinatura.
- Autoridades iranianas não confirmaram a data e afirmam que as negociações podem se estender pelos próximos dias.
- O Paquistão atua como mediador das conversas; Irã afirma que uma conclusão ainda não tem data definida, mas a perspectiva de entendimento é alta.
- Entre os pontos discutidos estariam a reabertura do estreito de Ormuz sem taxas, um cessar-fogo de cerca de sessenta dias, flexibilização gradual das sanções, saída de forças americanas e compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares.
- Dificuldades permanecem sobre o controle do estreito e o enriquecimento de urânio; o texto do memorando não foi divulgado e houve recente escalada de hostilidades entre os países.
O acordo entre Estados Unidos e Irã para abordar o atual impasse diplomático pode ser assinado neste domingo, conforme declarou o presidente americano. Trump afirmou que o documento está previsto para ser assinado, com a reabertura do estreito de Ormuz entre as ações esperadas após a assinatura. Ainda assim, autoridades iranianas não confirmaram a data e dizem que as negociações podem se estender.
No Irã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores ressaltou que a assinatura neste domingo não está confirmada. O governo iraniano sinaliza que o entendimento pode ocorrer nos próximos dias, sem definir uma data. O Paquistão atua como mediador nas tratativas entre as duas nações.
O que se sabe sobre o conteúdo em negociação aponta para: reabertura imediata do tráfego de navios no estreito de Ormuz sem taxas; estabelecimento de um cessar-fogo na região por cerca de 60 dias; flexibilização gradual de sanções econômicas; retirada de forças americanas das proximidades do Irã; compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares; e possível desmantelamento parcial do programa nuclear com supervisão internacional.
Fontes próximas aos dois governos indicam ainda que o Irã não aceitaria renunciar ao controle do estreito de Ormuz nem abdicar do direito de enriquecer urânio. Esses aspectos permanecem entre os mais sensíveis e podem atrasar o acordo definitivo.
O contexto é de retomada de negociações após uma escalada recente de tensões. Houve ataques mútuos no Golfo Pérsico, incluindo a queda de um helicóptero militar americano, que levou Washington a responder com bombardeios. Teerã também anunciou ações que aumentaram a volatilidade da região.
Na quinta-feira, Trump disse ter cancelado uma nova ofensiva militar contra o Irã, afirmando que negociadores chegaram a consensos sobre pontos centrais para encerrar o conflito. As negociações atualizam a expectativa de uma solução pacífica, ainda sem data final definida.
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