- Aproximadamente duzentos manifestantes derrubaram cercas de metal e arame farpado ao redor de um empreendimento de luxo na costa Adriática da Albânia, em Rrjoll, perto de Vlora.
- O projeto envolve um resort cinco estrelas apoiado por uma empresa ligada ao ex-sogro de Donald Trump, Jared Kushner, e recebeu status de investidor com caráter especial pelo governo albanês.
- Os proprietários alegam que tiveram a terra confiscada e denunciam que cerca de duzentas famílias estão sendo desapropriadas, buscando indenização.
- Os moradores acenaram a bandeira nacional, berraram “Revolução!” e houve alguns tumultos com a polícia, que não impediu a remoção das cercas.
- A área é ambientalmente sensível, próxima a flamingos e a um sítio de desova de tartarugas, em região de praias de areia e pinheiros no noroeste da Albânia.
O desmantelamento de uma cerca metálica e de arame farpado ocorreu neste fim de semana em um empreendimento de luxo na costa Adriática da Albânia, erguido em área ambientalmente sensível. Cerca removida por manifestantes, que argumentam que o projeto despreza comunidades locais e áreas de preservação.
Cerca de 200 moradores da vila de Rrjoll participaram da ação, sem impedimento efetivo por parte da polícia. Eles usaram bandeiras nacionais e entoaram cânticos ao remover barreiras ao redor do sítio, onde já há uma obra de resort cinco estrelas.
O protesto acontece em meio a controvérsias sobre o desenvolvimento, financiado por uma empresa ligada ao Kushner, indicado pela imprensa como apoiador do empreendimento. A obra recebeu classificação de “investidor de status especial” pelo governo Albanês.
A manifestação ocorreu no sábado, na região de Vlora, famosa por seus flamingos e por uma área de desova de tartarugas. Moradores afirmam que o terreno foi confiscado para o projeto, que, segundo eles, não foi objeto de consulta prévia.
Nenhum acordo foi firmado durante os enfrentamentos, e os manifestantes reiteraram a demanda por indenização aos proprietários afetados. Segundo Zeke Nikolle Shullani, um dos proprietários, 56 pessoas pertencem a 200 famílias na disputa pela terra.
Outra liderança local, Nikolin Markpalaj, relatou críticas ao processo de licenciamento e pediu que investidores participem de consultas com a comunidade antes de avançar com a obra. As autoridades não divulgaram detalhes sobre medidas adicionais.
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