- Um estudo de maio de 2026 aponta que satélites russos têm derrubado sinais de GPS em países da Otan, europeus e norte-americanos, entre 1º de janeiro de 2019 e 4 de maio de 2026 (75 dias de perturbações).
- O pesquisador principal, Todd Humphreys, afirma que o padrão de interferência — concentrado de terça a quinta-feira, no horário comercial europeu — não parece ser falha aleatória de hardware.
- O relatório, ainda em revisão, descreve as ações como jamming deliberado, ou seja, interferência intencional para bloquear comunicações sem fio.
- Segundo Humphreys, para causar dano real seria preciso calibrar o sinal para a frequência central do GPS e mantê-lo ativo continuamente, o que não ocorre atualmente.
- A Otan não tem uma doutrina clara para ataques eletromagnéticos; a situação é discutida em fóruns internacionais, com referências à atuação russa em contextos de guerra híbrida.
Um estudo publicado em maio de 2026 aponta que satélites russos têm derrubado sinais de GPS em países da OTAN, incluindo nações europeias e norte-americanas. A pesquisa cobre o período de 1º de janeiro de 2019 a 4 de maio de 2026.
O estudo intitulado Chasing Lighting registra 75 dias de perturbações do tipo em território aliado. As interrupções ocorreram ao longo de 3ª a 5ª feira, sempre em horário comercial europeu, segundo os dados.
O principal autor, Todd Humphreys, sustenta que o padrão temporal não parece coincidir com falha de hardware. O pesquisador aponta atuação deliberada de *jamming* para bloquear sinal GPS, sem detalhar técnicas específicas.
Resposta da OTAN
A OTAN afirma não possuir uma doutrina clara para ataques eletromagnéticos que configurationém ato de guerra. A organização analisa o tema para orientar futuras respostas e estratégias de defesa.
Entre especialistas, há menção de ataques anteriores na região, usados segundo critérios de guerra híbrida. As Nações Unidas e a União Internacional de Telecomunicações dialogam sobre marco regulatório e de atuação internacional.
O estudo indica que, para causar dano real, seria possível calibrar o sinal para a frequência central do GPS de forma contínua. Nesse cenário, setores como aviação, navegação marítima, bancos e redes elétricas sofreriam impactos significativos.
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