- O acordo provisório entre EUA e Irã será assinado virtualmente, em vez de presencial, por questões de agenda e segurança, com Trump já de viagem para a cúpula do G7.
- Planos de assinatura com o vice-presidente JD Vance e Trump foram suspensos; a assinatura eletrônica visa evitar atrasos que possam comprometer o acordo.
- O Irã e Paquistão sinalizaram posições conflitantes sobre o conteúdo e o cronograma, enquanto o Irã, via porta-voz, afirmou que a assinatura no domingo não acontecerá.
- Em meio ao impasse, o Irã e os EUA discutem a abertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval americano, como parte da possível etapa inicial do acordo.
- Durante o período de negociações, as forças americanas fizeram ataques a drones iranianos perto do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã mantém o estreito sob controle.
O acordo provisório entre EUA e Irã deverá ser assinado de forma virtual, assim consolidando o texto rapidamente e reduzindo riscos de atrasos. Planos de assinatura presencial na Europa foram cancelados por agenda e questões de segurança.
O presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance estavam previstos para representar os EUA, com uma assinatura presencial na Europa. Contudo, compromissos de viagem e segurança inviabilizaram a participação simultânea.
Duas frentes de negociação mostraram divergências sobre o conteúdo, especialmente no que diz respeito ao auxílio financeiro ao Irã. A assinatura eletrônica foi apresentada como alternativa para evitar novas delongas.
Assinatura virtual e motivos
O acordo não foi assinado no domingo conforme expectativa inicial de mediadores. A ideia era evitar que atrasos comprometessem o progresso.
O regime iraniano, por meio do IRGC, contestou a possibilidade de assinatura imediata e pediu cautela com anúncios sobre o cronograma.
Autoridades paquistanesas, atuando como mediadoras, disseram que houve acordo sobre uma estrutura de paz e que ocorreria assinatura eletrônica, seguida de negociações técnicas.
Posições em disputa
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a assinatura não ocorreria amanhã, ressaltando incertezas devido à instabilidade entre as partes. O texto descrito é visto como memorando de pontos de discordância.
Um funcionário americano, em condição de anonimato, elogiou o acordo, sem detalhar o cronograma.
As negociações já ocorreram desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando ataques entre EUA e aliados contra o Irã reacenderam tensões regionais.
Contexto estratégico
O acordo aponta para a reabertura do Estreito de Ormuz e o eventual levantamento de bloqueio naval norte-americano, com a sequência das tratativas sobre o programa nuclear iraniano transitando para etapas posteriores.
Fontes indicaram que a assinatura poderia ocorrer em dias subsequentes, caso haja alinhamento entre as partes, com participação de países do G7 em etapas de desminagem e gestão do trânsito no estreito.
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