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EUA e Irã dizem que negociações de paz avançam, ataques persistem

Negociações entre EUA e Irã avançam, mas ataques no Oriente Médio persistem; Paquistão indica assinatura em até 24 horas, com divergências no texto do acordo

Homem caminha ao lado de uma réplica de um míssil iraniano em uma rua de Teerã
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  • EUA derrubaram vários drones iranianos que visavam navios comerciais no estreito de Hormuz, enquanto as negociações de paz entre os dois países avançam.
  • Paquistão disse que o documento poderia ser assinado em até 24 horas, atuando como mediador.
  • Teerã pediu cautela com o cronograma, afirmando que a assinatura não ocorreria neste domingo e que há dúvidas sobre a data exata.
  • Existem versões distintas sobre o acordo: o Irã aponta fim do bloqueio aos portos e nova gestão de Hormuz; os EUA falam em reabertura da via, desmantelamento do programa nuclear e retirada de urânio enriquecido.
  • A Suíça ofereceu-se para sediar a assinatura; a cúpula do G7 começa em Evian na segunda-feira, com Trump possivelmente participando de reuniões e de um encontro com Zelenski.

Nos EUA e no Irã, sinais de avanço nas negociações de paz coexistem com ataques no Oriente Médio. O Pentágono informou que derrubou drones iranianos que miravam navios comerciais no estreito de Hormuz, em meio a tensões já elevadas desde o início do conflito. A operação ocorreu neste fim de semana.

Representantes dos dois países indicaram proximidade de um consenso para encerrar o conflito, ainda que divergências sobre pontos centrais permaneçam. O Paquistão, mediador, afirmou que o documento poderia ser assinado em até 24 horas, elevando o otimismo, segundo fontes.

O Irã pediu cautela quanto ao cronograma, afirmando que a assinatura não ocorreria neste domingo e que a data exata do memorando depende de avanços internos. Esmaeil Baghaei, porta-voz, ressaltou que a possibilidade de acordo nos próximos dias não pode ser descartada, mas há hesitação da outra parte.

Desdobramentos-chave e cronograma

O primeiro confronto público entre as versões diverge. Em Teerã, um projeto trataria do fim do bloqueio aos portos e de uma nova gestão da passagem pelo estreito. Já a versão americana fala em reabertura da via, desmantelamento do programa nuclear e retirada de urânio enriquecido.

Teerã também afirma que ainda não houve consenso sobre o programa nuclear. A Suíça se ofereceu para sediar a assinatura, coincidindo com a cúpula do G7 em Evian, na França, a partir de segunda-feira. A assinatura poderia ocorrer de forma remota conforme condição iraniana.

Trump sinalizou, na sexta, que o acordo está próximo, enquanto Abbas Araghchi afirmou que o entendimento nunca esteve tão próximo. Durante a cúpula, o presidente norte-americano terá encontros com líderes do Oriente Médio e com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski.

Conflitos regionais em curso

No cenário bélico, Israel intensificou ataques no sul do Líbano nas últimas horas, após exigir o esvaziamento de 20 localidades na região. Bombardeios atingiram Rihan e Sujud, segundo a NNA, em meio a uma frente libanesa que se arrasta desde março.

Os ataques regionais mantêm a pressão sobre qualquer acordo em aberto. Enquanto Washington e Teerã buscam fechar o texto, as ações militares comparam o ambiente com uma janela de negociação estreita, sem previsões definitivas. Fonte: Reuters e AFP.

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