- Na França, manifestações em diversas cidades demandam mudanças no sistema judiciário após o assassinato de Lyhanna, garota de 11 anos desaparecida em 29 de maio e encontrada em 4 de junho.
- O principal suspeito, Jérôme Barella, é pai de uma colega de Lyhanna e já havia sido acusado, em agosto de 2025, por estupro de outra criança, mas não chegou a ser interrogado.
- Os protestos acusam negligência institucional e pedem medidas mais rígidas para prevenir a reincidência de crimes sexuais contra mulheres e crianças.
- O governo realizou reunião de emergência com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, propondo reforçar lei de proteção à criança e endurecer arquivamento de casos, além de aumentar a pena máxima para estupro de menores, de 20 anos para prisão perpétua.
- O presidente Emmanuel Macron reconheceu disfunções no sistema judicial e disse que o governo buscará responsabilizar responsáveis e corrigir falhas estruturais; números oficiais apontam aumento de violência sexual contra menores.
França vive uma semana marcada por protestos em várias cidades após o assassinato de Lyhanna, menina de 11 anos. O caso mobiliza famílias e organizações que pedem mudanças no sistema judicial e maior efetividade na proteção de crianças.
Lyhanna estava desaparecida desde 29 de maio, em Fleurance, após sair da escola. O corpo foi encontrado em 4 de junho, em área rural. A causa da morte não foi divulgada até o momento.
A comoção ganhou força após surgir a informação de que o principal suspeito é Jérôme Barella, pai de uma colega de Lyhanna, que já havia sido acusado, em agosto de 2025, por estupro de uma outra criança. Segundo informações, ele não foi interrogado pelas autoridades.
Protestos e cobranças
Manifestantes foram às ruas para cobrar explicações e mudanças no sistema judicial francês. As ações destacam o que consideram negligência institucional e defendem medidas para evitar reincidência de crimes sexuais contra mulheres e crianças.
A Fundação das Mulheres afirmou que o governo precisa atuar com maior rigor na proteção de menores, apontando falhas estruturais no processo judicial. Diversos atos foram realizados em Paris e em outras capitais regionais.
Resposta do governo
Diante da repercussão, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou reunião de emergência. O objetivo é fortalecer um projeto de lei de proteção infantil e tornar mais rigoroso o arquivamento de casos.
Além disso, o governo avalia aumentar as penas máximas para estupro de menores, de 20 anos para prisão perpétua, conforme anunciado por autoridades próximas ao gabinete.
Contexto e dados oficiais
O presidente Emmanuel Macron reconheceu disfunções no sistema judicial e afirmou que o governo busca identificar responsabilidades e corrigir falhas estruturais. O debate ocorre em meio a polêmicas envolvendo menores em instituições francesas.
Dados oficiais indicam aumento de violência sexual contra menores, com mais de 75 mil denúncias apreendidas pela polícia no último ano, nível superior ao de 2024. Organizações de defesa sustentam que centenas de milhares de crianças são vítimas anualmente.
Desdobramentos
Defesa da família de Lyhanna aponta a necessidade de mais recursos judiciais para evitar casos semelhantes. Advogados familiares afirmam que investimentos adicionais poderiam ter alterado o desfecho do caso. A família continua buscando esclarecimentos.
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