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Intimada por obrigar funcionária limpar chão com soda cáustica sem EPI

MPT intimou a Embaixada da Grécia após denúncias de abusos trabalhistas, incluindo uso de soda cáustica sem EPI e atividades fora da função

Mulher de terno lilás com uma bandeira da Grécia ao fundo. Trata-se da embaixadora da Grécia, Eleni Lianidou - Metrópoles
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  • O Ministério Público do Trabalho intimou a Embaixada da Grécia após denúncias de irregularidades trabalhistas na sede em Brasília, envolvendo a embaixadora Eleni Lianidou e a diplomata Eleni Papagiani.
  • Funcionários teriam sido obrigados a trabalhar fora da jornada, atender ligações à noite e desempenhar funções fora de suas próprias atividades, sem EPI ou treinamento adequados.
  • Há relatos de atividades como obras, pintura e manutenção predial realizadas por funcionários sem condições de segurança, além de acusações de roubo sem provas e trabalho em feriados sem hora extra.
  • Também foi apontada exposição ao fumo passivo, com a embaixadora fumando durante deslocamentos e exigindo que funcionários a acompanhassem.
  • Especialistas observam que, apesar de a embaixada estar em território brasileiro, as leis trabalhistas brasileiras (CLT) devem prevalecer; sanções criminais não podem ser aplicadas aos diplomatas, cabendo sanções financeiras ao Itamaraty. O Itamaraty não tinha se manifestado até a última atualização.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) intimou a Embaixada da Grécia no Brasil após receber denúncias de irregularidades trabalhistas na sede. A apuração aponta abuso de poder, desrespeito à legislação brasileira e uso indevido de imunidade diplomática para impedir direitos trabalhistas.

Segundo o despacho do MPT, a embaixadora Eleni Lianidou e a diplomata Eleni Papagiani estariam à frente de práticas abusivas. Funcionários teriam sido obrigados a atividades fora da jornada, incluindo ligações de madrugada, sem proteção adequada.

Relatos indicam que motoristas, administrativos e demais empregados eram deslocados para serviços fora de suas funções, como obras, pintura e manutenção, muitas vezes sem EPI, treinamento ou condições de segurança.

Ainda conforme a denúncia, trabalhadores eram coagidos a desempenhar atividades de construção civil e até a posse de bens, com ameaças de retaliação e demissão. Fatos indicados ocorreriam dentro da representação diplomática.

O MPT afirma que trabalhadores da embaixada, mesmo em território brasileiro, devem respeitar a CLT. A advogada consultada evidencia que direitos como férias, FGTS e 13º devem ser observados em contratos no exterior.

De acordo com a especialista, sanções criminais não cabem no âmbito diplomático, cabendo ao Itamaraty eventuais sanções administrativas ou financeiras. O Brasil pode aplicar medidas sem punir diretamente diplomatas.

O Itamaraty ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A reportagem permanece à espera de novo posicionamento da Embaixada da Grécia. O desdobramento da apuração deve indicar responsabilizações futuras.

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