- O Irã isolou o estoque de urânio enriquecido próximo do nível necessário para uma arma, dificultando o acesso ao material.
- Os iranianos ergueram fortificações e minas nas entradas dos túneis onde o urânio está enterrado, complicando a remoção.
- A ação ocorre semanas depois de sinalizações dos Estados Unidos de que poderiam ordenar a apreensão do material, com discussão sobre um acordo para entregar o urânio aos EUA para destruição.
- Existem versões conflitantes sobre os termos do acordo preliminar entre Irã e Estados Unidos, e um rascunho vazado gerou reação de autoridades e da imprensa.
- A maior parte do estoque é associada ao complexo nuclear de Isfahan; a retirada exigiria equipamentos pesados e pode levar semanas para ser concluída.
Nas últimas semanas, o Irã fortificou o isolamento do urânio enriquecido próximo ao nível de bomba, provocando desabamentos de túneis e instalações com minas. Informações de inteligência dos EUA indicam que o objetivo é dificultar a recuperação do material.
Cinco fontes familiarizadas com o relato disseram que chegar a meia tonelada de urânio altamente enriquecido ficou mais arriscado, demorado e perigoso desde o mês passado. A imprensa citou que o risco aumenta diante da possível intervenção militar americana.
O governo iraniano não comentou oficialmente; as informações são apresentadas por fontes de inteligência norte-americanas e pela imprensa. O tema envolve um acordo com os EUA para remover e destruir o urânio no Irã.
Desdobramentos e negociações
Um alto funcionário americano disse que as partes se aproximavam de um acordo que exigiria a entrega do urânio aos Estados Unidos, com a destruição no local e retirada do material do país. Os termos, porém, permanecem obscuros.
Várias fontes destacam versões conflitantes sobre o que seria acordado provisoriamente entre Washington e Teerã. Um rascunho vazado a uma agência iraniana semioficial provocou críticas de Trump.
Mesmo entre iranianos, remover o urânio seria difícil; a operação exigiria equipamentos pesados, desminagem e procedimentos perigosos. Analistas observam que a recuperação ficaria mais complexa com as fortificações.
Caso o material seja centralizado para verificação, o Irã precisaria apresentar o inventário completo do urânio enriquecido, segundo especialistas ouvidos pelo repórter. Há preocupação com a credibilidade do processo.
Localização e contextos
A maior parte do estoque está ligada a túneis no complexo nuclear de Isfahan, no centro do Irã. Informações indicam que outras reservas existem em locais distintos dentro do país.
Em maio, autoridades americanas sinalizaram estar prontas para uma operação de apreensão, mas consideraram o empreendimento arriscado. A estratégia de recuperação envolve uma instalação móvel de processamento.
Trump já mencionou riscos envolvidos na recuperação pela força e questionou a capacidade iraniana de retirar o material sem detecção. As declarações públicas, no entanto, geram repercussões sobre a proteção dos ativos.
A retirada exigiria uma unidade móvel especializada, vinculada à Administração Nacional de Segurança Nuclear e operando a partir de Oak Ridge, no Tennessee. Fontes da CNN apontaram visitas de negociadores ao laboratório.
Mesmo com um eventual acordo, negociações técnicas devem seguir para definir o funcionamento de um eventual programa nuclear iraniano. A situação permanece em evolução e sujeita a mudanças.
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