Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Kiev busca repatriação de crianças ucranianas enviadas à Itália

Kiev busca trazer crianças ucranianas evacuadas para a Itália, mas tribunais italianos dificultam o retorno ao país

Liubov Rudyka, diretora do orfanato em Sumy, fotografada com algumas das crianças sob seus cuidados
0:00
Carregando...
0:00
  • Kiev afirma que as evacuações foram temporárias e busca o retorno de várias crianças evacuadas para a Itália, diante de decisões judiciais italianas que às vezes impedem o retorno.
  • Em 2022, Liubov Rudyka levou 25 crianças de Sumy a Nápoles; na Itália, as crianças foram tratadas como refugiados e passaram a ter tutores italianos, sem reconhecimento da guardiã ucraniana.
  • Em abril, Sasha, adolescente de quinze anos, foi adotado por uma família italiana; Kiev sustenta que o objetivo era reverter a situação caso a guerra terminasse.
  • O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirma que os retornos devem ser voluntários e considerados pelo país anfitrião como no melhor interesse da criança; as decisões italianas variam conforme o caso.
  • Há campanhas de acolhimento na Itália e petições para manter as crianças até o fim da guerra; segundo autoridades ucranianas, mais de 300 crianças têm o retorno impedido pelas autoridades locais na Itália, na Alemanha e na Áustria.

O conflito na Ucrânia desencadeou um processo de evacuação de crianças para a Itália, que se tornou uma disputa judicial entre Kiev e Roma. Quatro anos após a viagem de um abrigo de Sumy para Nápoles, o retorno de várias crianças permanece impedido por decisões judiciais italianas.

A Ucrânia acusa as autoridades italianas de não cooperarem na verificação do bem-estar das crianças evacuadas. A defensoria ucraniana afirma que os tribunais italianos tratam as crianças como desacompanhadas e que a tutela exige acompanhamento direto de representantes italianos, o que restringe o vínculo com os familiares na Ucrânia.

Em abril, surgiu a notícia de Sasha, um adolescente de 15 anos, ter sido adotado por uma família italiana, mesmo com a mãe que quer o retorno ao país. Kiev sustenta que as evacuações foram temporárias e que, em algumas regiões, existem condições para o retorno seguro das crianças.

De acordo com a Ucrânia, há mais de 300 menores cujo retorno está bloqueado pelos tribunais locais na Itália, Alemanha e Áustria. Representantes da ACNUR destacam que retornos devem ocorrer apenas de forma voluntária e visando o melhor interesse da criança, considerando o contexto de guerra.

A advogada italiana que representa alguns menores relata que, em vários casos, as crianças ficam isoladas de suas origens na Ucrânia. Em alguns exemplos, houve reversões parciais de tutelas pela Suprema Corte de Cassação, mas o cenário continua complexo e marcado por pressões de famílias de acolhimento.

Mudanças de tema

Em Lombardia e na Sicília, famílias italianas que acolheram as crianças passaram a organizar atividades e a pedir que a situação seja ajustada diante da guerra. Um grupo de voluntários, liderado por moradores locais, estruturou um sistema de acolhimento com apoio de escolas, até 2024, quando a equipe ucraniana retornou ao país.

A história envolve Sasha e suas duas irmãs, bem como irmãos menores transferidos para abrigos italianos. O caso de Sasha está no centro da disputa, com a mãe querendo o retorno à Ucrânia e o pai, outro lado da guerra, oficialmente desaparecido em combate. A advogada de Roma busca suspender a adoção do adolescente para impedir decisões aceleradas.

Autoridades ucranianas afirmam que já houve milhares de evacuações de crianças para a Europa em 2022. O governo continua buscando um caminho para reunir as famílias ou, ao menos, garantir que o retorno ocorra de forma voluntária e segura, conforme avaliação das autoridades anfitriãs.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais