- Juan Carlos Carpio, novo CEO da Pemex, deve viajar ao Brasil neste mês.
- A visita ocorre enquanto a Pemex estuda um acordo com a Petrobras para explorar petróleo no Golfo do México, incluindo produção e refino.
- As empresas discutem assinar documentos iniciais, como acordos de confidencialidade e memorandos de entendimento, para iniciar estudos conjuntos offshore no lado mexicano do golfo.
- As informações foram detalhadas pela CEO da Petrobras, Magda Chambriard, após videoconferência entre Lula e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum sobre cooperação energética.
- A Pemex busca parceiros privados em joint ventures para enfrentar queda de produção e dívida de cerca de US$ 80 bilhões; a Petrobras quer ampliar seu portfólio internacional de upstream.
O novo CEO da Pemex, Juan Carlos Carpio, deve viajar ao Brasil ainda neste mês para avançar uma possível parceria com a Petrobras. O objetivo é explorar oportunidades de cooperação no Golfo do México, produção e refino de petróleo.
A parceria conta com a busca por documentos iniciais, incluindo acordos de confidencialidade e memorandos de entendimento para estudos conjuntos de exploração offshore no lado mexicano do Golfo, bem como cooperação em produção e refino, segundo afirmou Magda Chambriard, CEO da Petrobras.
Um representante da Pemex não comentou o assunto imediatamente. As informações foram divulgadas após uma videoconferência entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, na qual foi discutida a cooperação energética entre os dois países.
Contexto e próximos passos
A Pemex busca parcerias privadas para formar joint ventures, visando manter a operação diante de dificuldades financeiras e da queda na produção, com dívida estimada em torno de US$ 80 bilhões. A estatal mexicana aponta oportunidades em exploração e refinaria.
A Petrobras, por sua vez, pretende ampliar seu portfólio internacional de upstream e avançar no projeto de exploração da bacia marítima do pré-sal, consolidando a posição da empresa no cenário global de petróleo. A agenda de estudos conjuntos ainda depende de avanços formais entre as companhias.
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