- O primeiro-ministro do Paquistão afirmou que um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio está próximo de ser finalizado, possivelmente em até vinte e quatro horas.
- O texto em negociação prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos.
- O Irã quer cobrar navios pelos serviços no trânsito pelo estreito, enquanto o acordo prevê etapas para destruição ou remoção de urânio altamente enriquecido.
- Segundo autoridades, há previsão de suspensão gradual das sanções ao Irã e liberação de bilhões de dólares em ativos congelados.
- O acordo também pode incluir um cessar-fogo no Líbano, além de avanços sobre o programa nuclear iraniano, com termos a serem definidos nos sessenta dias após a assinatura.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio está mais próximo do que nunca, com assinatura eletrônica prevista nas próximas 24 horas. O Paquistão participa ativamente das negociações, buscando uma base para paz duradoura.
Segundo Sharif, o pacto deve iniciar uma fase de negociações técnicas na semana seguinte, após a assinatura eletrônica. As declarações foram publicadas pelo líder paquistanês em X, destacando o papel do país no processo.
O contexto envolve tensões recentes entre Irã, EUA e Israel, que resultaram em ataques e interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA informou ter interceptado drones iranianos destinados a navios comerciais na região.
Pontos-chave do acordo
Fontes vinculadas às negociações indicam que o entendimento prevê o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz, além da suspensão gradual de sanções aos iranianos. Informações de autoridades da região apontam para liberação de ativos iranianos congelados.
O Irã defenderia a cobrança de serviços de trânsito no Estreito de Ormuz, medida que gerou controvérsia jurídica internacional. O objetivo é permitir a passagem de petróleo e gás, com uma previsível normalização do comércio regional.
Entre os temas em discussão, está o prazo de 60 dias para tratar o programa nuclear iraniano, com possibilidade de prorrogação acordada entre as partes. Autoridades dos EUA sinalizam remoção de urânio de Teerã nesse período.
Acordos sobre o Líbano também aparecem como condição. O Irã tem defendido um cessar-fogo na região, enquanto Israel mantém ações independentes em território libanês, Síria e Gaza. O processo segue com a expectativa de assinatura nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade