- Estados Unidos e Irã teriam acordo de paz próximo, com assinatura eletrônica prevista nas próximas 24 horas, segundo o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
- Reuniões técnicas devem ocorrer na próxima semana para definir a implementação do pacto.
- O diálogo ganhou impulso após declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e de Donald Trump, que se mostraram otimistas.
- Mesmo com avanços, houve explosões no Estreito de Ormuz e interceptação de drones iranianos pelo Exército dos EUA, elevando a cautela na região.
- No Líbano, Israel pediu evacuação de cerca de 20 localidades no sul; caso haja acordo, pode reduzir tensões e reflexos no mercado global de energia, já sensíveis.
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar um acordo de paz que encerraria meses de tensões no Oriente Médio. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse neste sábado (13) que Washington e Teerã deveriam selar o entendimento nas próximas 24 horas, o que poderia mudar o curso do conflito em 2026. O Paquistão também informou que a assinatura ocorreria de forma eletrônica, seguida de reuniões técnicas na próxima semana.
Sharif afirmou estar em alinhamento com as partes para avançar. O chanceler iraniano Abbas Araqchi já tinha indicado que as chances de um desfecho positivo eram altas. A Casa Branca não confirmou o prazo, mas mostrou otimismo sobre as conversas em curso.
Contexto regional e riscos
Conflitos recentes aumentam a cautela. Explosões foram registradas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O Exército dos EUA afirmou ter interceptado drones iranianos com potencial de ameaçar o tráfego marítimo na região.
No Líbano, Israel mandou evacuar cerca de 20 localidades no sul do país por possíveis ataques aéreos, aumentando a tensão diante do cenário diplomático. A proximidade de um acordo eleva as expectativas, mas o ambiente permanece volátil.
Consequências econômicas e diplomáticas
O Estreito de Ormuz sustenta uma parte relevante do petróleo mundial, o que torna qualquer sinal de estabilidade na região sensível aos mercados. Investidores acompanham o desenrolar das negociações para avaliar impactos no abastecimento e na volatilidade dos preços.
Caso seja confirmado, o pacto representaria um marco diplomático significativo neste ano, encerrando tensões que afetam a geopolítica global e as dinâmicas econômicas internacionais. A confirmação oficial ainda não foi divulgada.
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