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Quem era o traficante morto na operação dos EUA na Venezuela, Niño Guerrero

Operação conjunta dos EUA e Venezuela encerra o líder do Tren de Aragua, golpeando a maior organização criminosa transnacional da venezuela

Héctor Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero": principal líder do Tren de Aragua. Ele foi morto pelos Estados Unidos em operação conjunta com a Venezuela neste dia 12 de junho. (Foto: EFE)
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  • Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, foi morto em operação militar conjunta dos Estados Unidos e da Venezuela no sudeste do estado de Bolívar.
  • Guerrero era considerado o chefe do Tren de Aragua, organização criminosa com atuação internacional e que foi designada como Organização Terrorista Estrangeira em 2025.
  • O ataque contou com apoio da Agência Central de Inteligência (CIA) e foi liderado pelo Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom).
  • A inteligência da CIA localizou o complexo residencial onde ele se ocultava; a operação foi classificada como ataque cinético de precisão, com vídeo divulgado sobre o momento do ataque.
  • Guerrero já respondia a processos na Justiça dos Estados Unidos por conspiração de extorsão, tráfico de armas e apoio a atividades terroristas; já havia passado por prisão no passado e fugido em 2013.

O traficante venezuelano Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, foi morto em uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e da Venezuela. A ação ocorreu no sudeste do estado Bolívar, segundo autoridades. A operação foi classificada como cinética de precisão.

Guerrero Flores, de 43 anos, era apontado como líder do grupo criminoso Tren de Aragua. Ele era procurado por autoridades dos EUA, que ofereciam recompensa por informações que levassem ao seu paradeiro. O cartel já era considerado uma organização terrorista pela Justiça americana.

O Tren de Aragua teve origem no estado de Aragua, na Venezuela, no início dos anos 2010. O grupo expandiu atividades para diversos países da região, incluindo Colômbia, Peru, Chile, Equador, Brasil e Panamá, com ações de narcotráfico, extorsão e tráfico de pessoas.

Origem do grupo e expansão

O tráfico cresceu dentro do sistema prisional venezuelano, onde Guerrero Flores consolidou o controle. O presídio de Aragua chegou a ser descrito como espaço de poder para a facção, com redes de proteção e facilitação de atividades criminosas.

Expansão internacional e operações

A facção passou a operar em cidades-ótimo centros urbanos da América do Sul, mantendo redes de cobrança de taxas a comerciantes e atividades de mineração ilegal. O grupo também foi associado a armamentos de uso militar para quadrilhas associadas.

Reconhecimento e desdobramentos

Em 2025, os EUA classificaram formalmente o Tren de Aragua como Organização Terrorista Estrangeira. O Departamento de Estado oferecia até US$ 5 milhões por informações sobre Guerrero. Ele respondia a processos federais em Nova York por extorsão e tráfico de armas.

Desfecho da operação

A missão foi liderada pelo Comando Sul dos EUA, com apoio da CIA. O governo venezuelano confirmou a morte de Guerrero Flores e parabenizou as forças locais envolvidas. O presidente americano divulgou o ocorrido em plataformas oficiais.

Cenário posterior

Antes, em setembro de 2023, houve incursão venezuelana na prisão Tocorón, que pode ter influenciado a dinâmica do grupo. A operação atual ocorreu após monitoramento de redes criminosas ligadas à mineração de ouro na região.

Dados adicionais

A inteligência norte-americana identificou o complexo residencial oculto utilizado por Guerrero. A operação levou à destruição do núcleo de comando do grupo, com registros de confrontos durante a varredura do perímetro.

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