- Um relatório da Human Rights Soccer Alliance aponta que o ICE tem usado partidas e eventos de futebol para ações migratórias, impactando principalmente comunidades latinas nos EUA.
- Desde o começo de 2025, ao menos dezessete pessoas ligadas ao futebol — jogadores, treinadores e familiares — foram detidas, com parte deportada.
- A organização afirma que não há orientação oficial para impedir detenções em estádios ou áreas de jogos durante a Copa do Mundo de 2026 nos EUA.
- O documento pede à Fifa que proíba ações do ICE em locais ligados ao mundial, que não compartilhe dados de torcedores com autoridades de imigração e que equipes não colaborem com fiscalizações sem ordem judicial.
- Ativistas protestaram em frente à sede da Fifa, em Miami, citando casos como a deportação de um jovem jogador após a formatura em Ohio e detenções durante treinamentos e em estádios; as cidades-sede teriam registrado mais de 92 mil detenções nesses locais entre janeiro e outubro de 2025.
Na última semana, ativistas protestaram em frente à sede da Fifa em Miami, cobrando garantias de proteção a torcedores, atletas e profissionais envolvidos na Copa do Mundo de 2026. A mobilização ocorreu diante de relatos de que o ICE pode atuar em áreas ligadas ao futebol sem orientações oficiais.
Segundo um levantamento da organização Human Rights Soccer Alliance, partidas e eventos de futebol nos EUA passaram a ser alvos habituais de operações da imigração. A ONG afirma que comunidades latino‑americanas são as mais impactadas.
Ao menos 17 pessoas ligadas ao esporte passaram a ser detidas por agentes de imigração desde o início de 2025, período de expansão das fiscalizações no governo de Donald Trump. Parte dessas pessoas foi deportada.
A organização sustenta que o futebol é central para várias comunidades imigrantes e que operações em escolas, parques e centros esportivos atingem esses grupos, com efeitos diretos sobre famílias e atletas.
O relatório aponta que não há orientação oficial impedindo detenções em estádios ou áreas próximas a jogos durante a Copa do Mundo. A entidade cobra orientações da Fifa para evitar cooperação com ações do ICE.
Casos citados incluem Emerson Colindres, jovem jogador deportado para Honduras após a formatura no ensino médio, em Ohio. Também há registro de dois atletas detidos durante treino em complexo esportivo de Nova York.
O documento menciona ainda a deportação de um imigrante que foi ao estádio MetLife com os filhos para assistir à final do Mundial de Clubes da Fifa, segundo a ONG.
Dados oficiais citados pela Human Rights Soccer Alliance indicam que as cidades-sede da Copa registraram mais de 92 mil detenções pelo ICE entre janeiro e outubro de 2025, em locais que recebem jogos.
Em resposta, grupos de defesa de direitos humanos reforçam cobranças por garantias durante o evento. A mobilização em Miami pediu que a Fifa determine restrições claras às ações de imigração em áreas ligadas ao Mundial.
Debate e próximos passos
A entidade solicita que a Fifa proíba ações do ICE em estádios e áreas associadas, exija não compartilhamento de dados de torcedores com autoridades migratórias e oriente equipes a não colaborar com fiscalizações, salvo por ordem judicial.
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