- A viagem Pequim a Xangai, de 1.318 quilômetros, ocorre a 350 quilômetros por hora, levando pouco mais de quatro horas.
- A China já tem mais de 50 mil quilômetros de malha de trens de alta velocidade, liderança global, bem à frente de Espanha (aprox. 3,9 mil km) e Japão (aprox. 3,1 mil km).
- Cerca de 97% das cidades com mais de 500 mil habitantes estão conectadas pelo sistema, que transporta cerca de quatro bilhões de passageiros por ano.
- O projeto começou com parcerias tecnológicas com França, Japão e Alemanha, mas hoje a China desenvolve seus próprios trens e trilhos, com suspensão inteligente, sensores de segurança e conectividade 5G; também há delivery a bordo pago principalmente via Alipay e WeChat.
- O plano é expandir a rede para cerca de setenta mil quilômetros até 2035, com a nova geração CR450 chegando a pouco mais de 450 quilômetros por hora, o que impacta o mercado de voos domésticos em trajetos de até oitocentos quilômetros.
No trecho entre Pequim e Xangai, a 1.318 quilômetros de distância, o trem-bala mantém velocidade de 350 km/h, oferecendo trajeto de pouco mais de quatro horas. O percurso mostra a evolução do transporte de alta velocidade na China, com paisagens urbanas e rurais em mudança.
Operado pela China State Railway Group, o sistema surgiu a partir de parcerias internacionais e absorção de tecnologia estrangeira. Em 2004 foi planejado o modal; quatro anos depois abriu a primeira linha entre Pequim e Tianjin.
Hoje, a rede de trens de alta velocidade chinês soma mais de 50 mil quilômetros, liderando o ranking global. Em segundo lugar, a Espanha, com 3,9 mil quilômetros, seguida pelo Japão, com 3,1 mil.
O alcance do projeto não se resume aos trilhos: cerca de 97% das cidades com mais de 500 mil habitantes já são conectadas pelos trens de alta velocidade, com aproximadamente 4 bilhões de passageiros transportados anualmente.
A tecnologia embarcada inclui suspensão inteligente, sensores de segurança e controle automatizado. Antenas 5G ao longo das linhas asseguram internet rápida dentro dos vagões, com opções de delivery por meio de aplicativo ou QR Code.
Os serviços a bordo reproduzem o formato de aeronaves, com opções de refeições pagas por meio de Alipay ou WeChat. Bilhetes são oferecidos em três categorias de vagões: econômica, executiva e primeira classe, com preços variando entre R$ 120 e até R$ 1,8 mil.
Diferenças-chave em relação às viagens aéreas incluem maior espaço para as pernas e poltronas mais largas. Além disso, a logística de estações se aproxima de aeroportos, mas sem a necessidade de antecedência de uma hora para embarque.
Segundo a Cirium Ascend, os trens de alta velocidade têm contribuído para a redução da demanda por voos domésticos em trajetos de até 800 quilômetros. Em 2011, esse voo representava 26,4% das viagens; no primeiro trimestre de 2025 caiu para 15,9%.
A análise aponta que o tempo total de deslocamento, da casa até a liberação de segurança, é de 120 minutos para viagens de avião entre Pequim e Xangai, contra 75 minutos de trem de alta velocidade. A tendência favorece o modal ferroviário em distâncias mais curtas.
A nova geração CR450 já atinge velocidades superiores a 450 km/h em testes, impulsionando previsões de expansão. O governo planeja ampliar a rede para cerca de 70 mil quilômetros até 2035, consolidando a China como referência nesse transporte.
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