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EUA e Paquistão buscam acordo neste domingo; Irã cauteloso, Israel ataca Beirute

Estados Unidos e Paquistão pressionam para assinar acordo até este domingo; Irã permanece cauteloso enquanto Israel intensifica ataques em Beirute

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  • EUA e Paquistão querem assinar neste domingo o acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio; Teerã ainda não confirmou o cronograma.
  • Israel bombardearam os subúrbios de Beirute, reduto do Hezbollah; segundo a agência libanesa, duas pessoas morreram.
  • O presidente Donald Trump, que completa 80 anos, afirmou nas redes sociais que o acordo seria assinado hoje; negociadores do Qatar desembarcavam em Teerã.
  • O Paquistão se prepara para assinatura eletrônica do acordo, com negociações técnicas previstas nas próximas semanas; o Iran enfatiza que ataques lançados recentemente afetam a continuidade das negociações.
  • O texto prevê a liberação de US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados e a suspensão de sanções a exportações de petróleo; negociações sobre o programa nuclear ocorreriam depois.

O governo dos Estados Unidos e o Paquistão manifestaram a intenção de assinar, ainda neste domingo (14), um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Teerã, porém, não confirmou o cronograma oficial. Israel intensificou ataques contra Beirute, no Líbano, alvo de forças do Hezbollah, com duas mortes segundo a agência estatal libanesa.

Trump, que hoje completa 80 anos, afirmou em rede social que o acordo seria assinado ainda hoje, enquanto negociadores do Qatar desembarcaram em Teerã para avançar nas tratativas. O Paquistão também sinalizou preparação para a assinatura eletrônica do pacto, com etapas técnicas previstas nas semanas seguintes.

Autoridades iranianas endureceram o discurso após os ataques israelenses a Beirute. O principal negotiador de Teerã alertou que esses acontecimentos colocam em dúvida a disposição dos EUA de cumprir compromissos, o que dificultaria a continuidade das negociações.

Desdobramentos das negociações e possíveis termos

A minuta prevê liberação de cerca de US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados e suspensão de sanções às exportações de petróleo iraniano, em troca da reabertura do estreito de Hormuz. O próximo passo seria a remoção de minas navais na região, com participação de países do G7.

Pessoas próximas às negociações indicaram que as tratativas sobre o programa nuclear iraniano ocorreriam ao longo de 60 dias. O Irã aceitaria manter o status atual do programa até um acordo definitivo, segundo autoridades envolvidas.

Uma autoridade americana afirmou que o objetivo final seria a desmontagem do programa nuclear iraniano e a eliminação do estoque de urânio altamente enriquecido. O Irã sustenta que o programa tem fins pacíficos, e pode propor diluir recursos internamente.

Reações e contexto regional

Antes do ataque israelense, a Fars News citou autoridades envolvidas nas conversas, dizendo que Teerã ainda não havia tomado decisão final sobre o texto do acordo. Na última semana, o país enfrentou manifestações pró-governo com críticas ao chanceler persa, em meio ao debate sobre o cessar-fogo.

Israel, por sua vez, manteve operações militares na região do Líbano, embora tenha sinalizado disposição de negociar uma aproximação com Teerã em meio ao diálogo entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, havia divergido de Trump quanto à pressão para reduzir ataques no Líbano.

A ofensiva em Beirute elevou o risco de fracasso das negociações, que buscam encerrar o conflito mais amplo na região. O governo libanês afirmou que não houve confirmação de responsável pelos novos ataques, enquanto a situação no Golfo permanece tensa.

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