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Exército de Israel ataca Beirute subúrbios em meio à espera de acordo EUA-Irã

Ataques de Israel em Beirute miram infraestrutura do Hezbollah, em meio à expectativa de acordo entre EUA e Irã

Pessoas se reúnem no local de um ataque aéreo israelense que atingiu um apartamento em Dahiyeh, nos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, domingo, 14 de junho de 2026. — Foto: AP Photo/Bilal Hussein
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  • O Exército de Israel afirmou ter atacado Beirute neste domingo (14), mirando a infraestrutura do Hezbollah e provocando nuvem de fumaça sobre a capital do Líbano.
  • As ofensivas ocorrem no mesmo dia em que se espera a assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
  • O Hezbollah teria respondido com mísseis contra Israel; imagens de explosões foram divulgadas e, segundo a Axios, a ação foi comunicada ao Centro de Comando Militar dos EUA.
  • Mediadores do Catar teriam viajado a Teerã para tentar fechar o acordo, cuja assinatura deve ocorrer de forma eletrônica, sem cerimônia presencial.
  • O pacto oferece uma estrutura de sessenta dias para discussões técnicas sobre nuclear iraniano e ativos congelados, sem resolver integralmente as questões centrais entre as partes.

O Exército de Israel informou ter atacado a região de Beirute neste domingo, 14, mirando a infraestrutura do Hezbollah. A ofensiva ocorreu na mesma data em que se aguardava a assinatura de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o governo israelense, os ataques visam impedir ações do Hezbollah no norte de Israel. Testemunhas reportaram uma nuvem de fumaça sobre a capital libanesa e imagens de explosões divulgadas pelas Forças Armadas israelenses.

Antes, as forças israelenses disseram ter sido alvejados por três projéteis na região, com divulgação de vídeos de explosões. O jornal Axios afirmou que a comunicação foi feita ao Centro de Comando Militar americano na região.

Acordo entre EUA e Irã e respostas regionais

A ofensiva de Beirute se insere no contexto das negociações entre Washington e Teerã, que geram expectativa de acordo para interromper hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz. Mediadores do Catar viajaram a Teerã para avançar as tratativas, segundo autoridades regionais.

Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador iraniano, sugeriu que a ação demonstra limitações de cumprimento dos compromissos dos EUA. O vice-comandante das Forças Armadas do Irã afirmou que Israel não ficaria sem resposta.

O último ataque israelense aos subúrbios de Beirute ocorreu há uma semana, aumentando a escalada desde o cessar-fogo de 7 de abril. O Hezbollah já havia disparado mísseis contra Israel em março, e Teerã retaliou com ataques ao território israelense.

Perspectivas e desdobramentos

Mediadores paquistaneses deixaram a cena na expectativa de um acordo entre EUA e Irã, com previsão de assinatura eletrônica em breve, sem cerimônia presencial. Trâmite envolve uma estrutura de 60 dias para discutir questões técnicas sobre o programa nuclear e ativos congelados.

Donald Trump e o premiê paquistanês declararam a possibilidade de assinatura neste domingo, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã indicou que o acordo pode ocorrer nos próximos dias. O Estreito de Ormuz permanece como ponto estratégico para o comércio mundial.

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