- Mohammad Baqer Qalibaf, pelo X, afirmou que o ataque de Israel aos subúrbios ao sul de Beirute mostra que os Estados Unidos não têm disposição ou capacidade para cumprir compromissos, tornando impossível seguir o caminho atual.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que um memorando seria assinado hoje, data de seu 80º aniversário, mas Teerã não confirmou ter concordado com o texto final.
- Setores conservadores do Irã reagiram ao acordo com os EUA, com Mahmoud Nabavian dizendo que, se o Irã assinar, tornar-se-ia uma “colônia dos EUA” e que o acordo abriria o Estreito de Ormuz até para Israel, além de exigir autorização norte‑americana para enriquecimento.
- Nabavian questionou quando o Irã sairia beneficiado com ativos congelados ou alívio de sanções, afirmando que sinais de fraqueza podem aproximar a guerra.
- A imprensa iraniana e manifestantes indicaram divisões internas, com pedidos de renúncia de Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto Ali Rabiei criticou narrativas artificiais.
O Irã afirmou que os Estados Unidos não demonstram disposição nem capacidade para cumprir compromissos assumidos, após o ataque de Israel aos subúrbios ao sul de Beirute. A declaração foi feita neste domingo por Mohammad Baqer Qalibaf via X, a plataforma de redes sociais.
Qalibaf, principal negociador iraniano, disse que o atual rumo torna inviável seguir adiante caso os compromissos não sejam cumpridos. O comentário surge em meio a negociações sobre acordos entre Irã e EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou a possibilidade de assinatura de um memorando no dia de seu 80º aniversário, mas Teerã não confirmou a finalização de nenhum texto. A informação é do recorte de notícias em câmbio diplomático entre os dois países.
Divisões e reações internas
Setores conservadores no Irã criticaram pontos do acordo de paz com os EUA, citando risco de dependência americana. Um representante da linha-dura afirma que o Irã ficaria sob controle dos EUA, abrindo caminho para amplos impactos regionais, incluindo no Estreito de Ormuz.
Outro líder, Mahmoud Nabavian, disse que qualquer assinatura poderia limitar o enriquecimento de urânio ao exigir autorização dos EUA, com consequências até para produção de medicamentos ou energia. Nabavian enfatizou dúvidas sobre os benefícios da liberação de ativos congelados e do alívio de sanções.
Manifestações em Teerã também apontaram descontentamento com a liderança na área de relações exteriores, com pedidos de renúncia de alguns ministros e do principal negociador. Vídeos compartilhados nas redes mostraram apelos por mudanças na condução das negociações.
Ali Rabiei, aliado do presidente, rebateu críticas e pediu cautela para evitar narrativas artificiais. A cobertura da CNN aponta que o texto do acordo ainda não foi divulgado oficialmente, e as informações sobre avanços variam entre as fontes iranianas.
Com informações de Aida Karimi e Tim Lister, CNN
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