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Irã eliminado pelos EUA encerra sua última participação na Copa

Protestos contra o regime marcam a última participação do Irã na Copa do Catar, com torcidas exibindo sinais de protesto e eliminação para os Estados Unidos

Lágrimas de sangue e duelo contra os EUA: a última Copa do Irã | G1
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  • O Irã disputou o Mundial de 2022 no Catar em meio a uma crise política interna, com protestos contra o regime e tensão diplomática com os EUA e Israel.
  • A convocação gerou protestos e houve pressão internacional para que o Irã não fosse para a Copa, em meio às manifestações após a morte de Mahsa Amini.
  • Na estreia, os iranianos ficaram em silêncio no hino em protesto; houve também relatos de orientação do regime sobre familiares dos jogadores.
  • O Irã foi eliminado na fase de grupos após enfrentar os EUA, com derrota decisiva de 1 a 0; Saeid Ezatolahi pediu perdão após o jogo.
  • Memória marcada pelas “lágrimas de sangue” na arquibancada e protestos dentro e fora dos estádios, além de acusações de espionagem e repressão contra manifestantes no Catar.

O Irã disputou a Copa do Mundo de 2022 no Catar sob forte peso político. A seleção entrou em campo carregando a crise doméstica, com protestos contra o regime, repressão a mulheres e tensão com os Estados Unidos. As partidas da fase de grupos ocorreram no país-sede, o que ampliou o debate sobre participação esportiva em contexto de conflito.

Antes do kickoff, surgiram movimentos para excluir o Irã da competição, com manifestações internacionais e pedidos de temores sobre a integridade da seleção. O governo iraniano enfrentou pressão externa para alterar a participação no torneio.

A estreia do Irã no Mundial foi marcada por controvérsia. A equipe enfrentou a Inglaterra e, na sequência, enfrentou os Estados Unidos, em jogos de alto teor político. A escolha de não cantar o hino na abertura ganhou repercussão global, associada a críticas ao regime.

Convocação sob protestos

A convocação da seleção ocorreu em meio a protestos internos que tomavam as ruas após a morte de Mahsa Amini. O contexto gerou debates sobre a elegibilidade do Irã para competir e sobre a legitimidade da participação.

A exemplo de 2022, o Irã chegou à Copa com o peso de tensões diplomáticas. A equipe disputou o grupo com foco técnico, enquanto a torcida expressava apoio e críticas por meio de atos públicos dentro e fora dos estádios.

Silêncio no hino e pressão do regime

Na estreia contra a Inglaterra, os jogadores optaram por não cantar o hino, em solidariedade aos protestos. A medida gerou relatos de pressões sobre atletas e familiares, ainda que a participação tenha seguido no torneio.

Eliminação pelos EUA e choque histórico

O Irã não avançou às oitavas de final. Venceu apenas um jogo e sofreu duas derrotas, incluindo o confronto decisivo contra os Estados Unidos. O resultado eliminou o time do Catar 2022, marcando o desfecho da participação.

Lágrimas de sangue na arquibancada

Torcedores dentro e fora dos estádios protestaram, com imagens marcantes de uma torcedora pintando lágrimas de sangue e exibindo mensagens em defesa de Mahsa Amini. A manifestação motivou cobertura internacional sobre o tema.

Espiões e repressão

Relatos apontaram acusações de vigilância de torcedores pelo governo iraniano durante o torneio. A tensão política refletiu-se no ambiente de estádios e no acompanhamento das manifestações no Catar.

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