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Linha dura iraniana pressiona rejeitar acordo de paz com EUA

Hardliners iranianos pressionam pela rejeição do acordo com os EUA, alegando que termos caracterizam capitulação e não garantem alívio de sanções

An woman walks past a billboard displaying Iran's national flag in Tehran’s Enghelab Square.
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  • Brasileiros? Não; notícia sobre Irã. Hardliners iranianos se opõem a acordo proposto com os EUA, alegando que o texto não garante alívio de sanções, indenização ou controle do estreito de Hormuz.
  • Representantes do regime afirmam que o acordo permitiria fechar o estreito sob pressões futuras e poderiam cobrar tarifas de passagem, inclusive de navios israelenses.
  • Mehdi Mohammadi, assessor da chefia da equipe de negociação, apresentou uma defesa em áudio, dizendo que o acordo encerraria a guerra e não exigiria novos compromissos nucleares por parte do Irã.
  • Críticos, ligados ao Paydari Front, acusam o governo de ceder diante das condições, com protestos e pressão para rejeitar o acordo, além de críticas a figuras como o presidente da Assembleia e o ministro de Relações Exteriores.
  • O debate ocorre em meio a tensões regionais e ao contexto de negociações sobre o programa nuclear, com o objetivo de justificar uma posição interna diante da oposição e do apoio ao governo.

O front conservador do Irã intensificou a oposição a um acordo proposto com os EUA, defendendo que o texto não garante alívio de sanções, compensação financeira ou controle do Estreito de Hormuz. Parlamentares e aliados próximos ao regime lançaram ataques públicos, descrevendo a proposta como capitulação.

A equipe de negociação, liderada pelo chefe das negociações e o assessor Mehdi Mohammadi, reagiu com um esclarecimento em áudio. O texto é apresentado como capaz de encerrar o conflito, incluindo ações de Israel no Líbano, sem novas obrigações sobre o programa nuclear, e com futuras discussões sobre o controle do material nuclear de enriquecimento.

Segundo o portavoz, o acordo permitiria discutir a passagem pelo Estreito de Hormuz com tarifas cobradas por Irã e Omã, e permitiria até mesmo restrições a navios israelenses que utilizem a via. Alega ainda ter havido resistência norte-americana para excluir o termo citado, com avanços na segunda fase para suspensão de sanções.

Controvérsia interna e críticas

Críticos alinhados ao Front Paydari acusam o governo de distorções factuais e pedem que autoridades, como o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, sejam responsabilizadas. O grupo envolve membros do comitê de segurança nacional e comentaristas de veículos pró-regime. Protestos foram registrados em frente ao ministério em Teerã, com a frase We will not accept amplamente divulgada.

Apesar das críticas, apoios ao acordo afirmam que a oposição não representa a opinião da maioria dos iranianos, que enfrentam riscos de guerra com potências globais. Alguns representantes do regime apontam que fechar o Estreito de Hormuz já foi uma alavanca estratégica histórica e que ceder esse controle pode ter impactos amplos.

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