- Lula viajou para a França para a cúpula do G7, sua 10ª participação como convidado.
- Não houve pedido formal de encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump; conversa informal pode ocorrer nos bastidores.
- Lula só participará das sessões abertas na terça (16/6) e quarta (17/6); na terça deve defender mais ajuda internacional aos países em desenvolvimento.
- Na quarta, poderá criticar unilateralismo e protecionismo, com cautela para não atrapalhar negociações em curso.
- Além dos discursos, diplomatas brasileiros trabalham em sete textos do G7 sobre desenvolvimento, economia, proteção de menores online, combate ao narcotráfico, câncer, contrabando de imigrantes e minerais críticos.
Évian-les-Bains, França — O presidente Lula embarcou neste domingo rumo à França para participar, pela décima vez, da cúpula do G7. O encontro reúne as sete maiores economias globais, com Lula como convidado.
Ministros e assessores de Lula afirmam que não houve pedido formal de encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. Ainda assim, reconhecem a possibilidade de conversas informais entre os dois durante a agenda da cúpula.
A viagem tem escala técnica em Cabo Verde, antes de o presidente chegar a Genebra, na Suíça, na segunda-feira. De lá, segue para Évian-les-Bains, onde ficará hospedado no Hôtel Royal, resort cinco estrelas, para a reunião.
Agenda de participação
Lula só participará efetivamente das sessões na terça (16/6) e quarta (17/6). Na terça, deve defender a ampliação de recursos internacionais para países em desenvolvimento e reduzir a assistência a programas menos prioritários.
Na quarta, o discurso deverá atacar o unilateralismo e o protecionismo, apontando para a resistência a medidas de tarifaço associadas aos EUA. Assessores destacam cautela na linguagem para não atrapalhar negociações em curso.
Ao fim da participação, Lula participa de um almoço temático com chefes de Estado para debater inteligência artificial. Diplomatas brasileiros também atuam nos textos negociados entre G7 e parceiros, com foco em desenvolvimento, economia, proteção on-line de menores, combate a narcotráfico e outros temas.
Textos negociados pelo G7
Entre os temas negociados constam parcerias internacionais para o desenvolvimento, crescimento econômico equilibrado, proteção online de menores, combate ao narcotráfico, luta contra o câncer, combate ao contrabando de imigrantes e minerais críticos. Participam Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Reuniões bilaterais previstas
Prevêem-se encontros bilaterais de Lula com o anfitrião Macron, na França, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O Brasil participa do G7 como convidado, pela décima vez, desde a primeira participação em 2003, também em Évian-les-Bains.
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