- Mahmoud Abbas anunciou decreto para realizar eleições presidenciais no início de 2027 e eleições legislativas em novembro do mesmo ano, sem confirmar se será candidato.
- A última eleição presidencial ocorreu em 2005, com mandato até 2009; desde então, o mandato foi prorrogado e não houve novas eleições.
- O decreto também prevê mudanças nos processos eleitorais e a realização de eleições do Conselho Nacional Palestino em 2027, incluindo as legislativas no território e no exterior.
- As últimas eleições legislativas foram em 2006, quando o Hamas derrotou o Fatah; o Conselho Legislativo Palestino não se reúne desde 2007.
- A realização das eleições é parte de reformas exigidas pela comunidade internacional, embora haja obstáculos críticos, como garantias de votação em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza.
O líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou a organização de eleições presidenciais no início de 2027 e de legislativas em novembro do mesmo ano. O anúncio foi feito pelo gabinete do presidente, nesta segunda-feira, sem confirmar se Abbas será candidato.
Segundo o decreto, o processo eleitoral deverá abranger tanto o território nacional quanto o exterior. Abbas, hoje com 90 anos, não concluiu o mandato após vencer a eleição de 2005, que deveria terminar em 2009. O mandato foi prorrogado e nenhuma eleição presidencial ocorreu desde então.
A decisão ocorre em meio a pressão internacional por reformas políticas e à falta de eleições desde 2006, quando o Hamas venceu o legislativo. Abbas governa por decretos e enfrenta críticas internas e externas por esse modelo.
Contexto histórico
As últimas eleições legislativas ocorreram em 2006 e, desde 2007, o Parlamento Palestino não se reúne por disputas entre Fatah e Hamas. A realização de eleições é vista como condição para financiamentos internacionais.
Especialistas ressaltam que há apoio político para as votações, mas destacam entraves, incluindo garantias de votação em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, áreas sob ocupação. A imprensa aponta que a ausência de garantias pode inviabilizar as eleições legislativas.
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