- Assinatura eletrônica do acordo entre EUA e Irã foi realizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo vice, J. D. Vance, de um lado, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Qalibaf, do outro.
- O conteúdo completo do documento será apresentado apenas na sexta-feira, 19, quando está marcada a cerimônia de assinatura presencial.
- O acordo prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã, garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares e desbloqueio de ativos financeiros iranianos.
- Nesta edição, Natuza Nery entrevista o professor de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, que analisa as chances de sucesso e os possíveis beneficiários e prejudicados do acordo.
- Convidado: Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM.
O acordo de paz entre EUA e Irã começou a tomar forma esta semana, com assinatura eletrônica do texto por ambos os lados. Do lado americano, assinaram o presidente Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance; do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammed Qalibaf, foi o representante.
O conteúdo do documento ficará completo apenas na sexta-feira (19), data da cerimônia de assinatura presencial. O acordo prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã e garantias de que o regime não desenvolverá armas nucleares.
Além disso, o texto abre caminho para o desbloqueio de ativos financeiros iranianos, conforme as negociações avançam. A expectativa é que as cláusulas sejam detalhadas na publicação completa, com duração e mecanismos de verificação a serem esclarecidos na cerimônia.
Análise de especialista
Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, analisa o potencial de sucesso do acordo e identifica impactos para atores envolvidos. O professor comenta quem ganha e quem perde neste novo estágio de negociação.
Trevisan explica que o acordo depende de verificação técnica rigorosa e de garantias políticas de longo prazo. Segundo ele, o desfecho pode influenciar a política externa regional e as relações entre aliados dos dois países. O estudo foi divulgado no episódio do podcast O Assunto.
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