- A Polícia Federal da Austrália ( AFP ) está investigando alegações de que forças israelenses violaram e torturaram ativistas detidos ao tentar entregar ajuda a Gaza em barco.
- Quatro ativistas femininas, parte da flotilha Global Sumud em maio, se reuniram com a ministra de Relações Exteriores, Penny Wong, e autoridades na segunda-feira.
- Onze australianos estavam entre centenas de ativistas detidos pelas forças israelenses em 18 de maio, quando a flotilha humanitária rumo a Gaza foi interceptada.
- A AFP informou ter iniciado apurações sobre as acusações apresentadas por um representante do grupo, com abordagem centrada na vítima e trauma.
- O embaixador israelense na Austrália disse não haver evidência credível e ainda não ter havido queixa formal; a Embaixada de Israel classificou as acusações como falsas.
O Australian Federal Police (AFP) abriu investigações sobre acusações de rape e tortura feitas por ativistas que tentavam entregar ajuda humanitária a Gaza a bordo de um barco. As acusações envolvem forças israelenses que teriam detido o grupo.
Quatro ativistas femininas, participantes da flotilha Global Sumud em maio, se reuniram na segunda-feira com a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, e com assessores da polícia para tratar do tema. A reunião contou com a presença de autoridades australianas.
Onze australianos estiveram entre centenas de ativistas detidos por forças de Israel em 18 de maio, quando a flotilha com destino a Gaza foi interceptada. As informações foram confirmadas por autoridades australianas.
Progresso das apurações
A AFP informou ter iniciado apurações sobre as alegações e afirmou adotar uma abordagem centrada na vítima e com foco em traumas. O esclarecimento sobre prazos e desdobramentos deve ser divulgado oportunamente.
Após o encontro, uma das ativistas, Juliet Lamont, afirmou que Wong está ciente das acusações e que haverá investigação independente sobre sequestro, abuso, violência sexual e tortura. As declarações foram feitas a jornalistas.
O porta-voz do governo australiano reiterou que a ministra pediu uma investigação independente e transparente. Wong tem cobrado respostas de Israel e indicado que novas ações diplomáticas devem ocorrer.
Reação internacional
Um porta-voz da embaixada de Israel disse que não há evidências confiáveis que sustentem as acusações e que ainda não houve apresentação formal de queixas. A defesa negou as acusações à imprensa local.
O governo israelense e autoridades diplomáticas reiteraram que os ativistas teriam atuado como provocadores profissionais, segundo a versão oficial. O embaixador australiano afirmou que o caso permanece sob avaliação.
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