- A China se prepara para o lançamento comercial do programa de moeda digital mBridge, com apoio de bancos centrais da China, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes e Arábia Saudita.
- A plataforma usa tecnologia blockchain para transacionar diretamente entre bancos centrais com moedas digitais, visando reduzir a dependência do dólar e acelerar as operações de câmbio.
- Uma entidade sediada em Hong Kong ficará responsável pela supervisão das operações; o lançamento comercial ainda não tem data definida, e as taxas devem ser a metade das cobradas hoje por sistemas internacionais.
- Pequenas empresas, que hoje veem o Swift como caro e complexo, devem adotar o mBridge; o sistema já processou cerca de 470 bilhões de yuans em transações.
- O projeto, que teve mudanças de liderança no BIS em 2024, busca conformidade com normas de combate à lavagem de dinheiro e é visto como parte da estratégia chinesa de ampliar o uso do renminbi no comércio global.
O governo chinês prepara o lançamento comercial de um programa de moeda digital para competir com o dólar. A plataforma mBridge, apoiada por bancos centrais da China, Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes e Arábia Saudita, visa facilitar pagamentos transfronteiriços.
Pequenas empresas devem ganhar acesso mais simples e barato, com taxas pela metade das cobradas hoje. O objetivo é reduzir a dependência do Swift e incentivar o uso do renminbi digital em transações internacionais. Preparativos avançam sem data marcada.
O que é o mBridge e quem participa
O projeto é liderado pela China e envolve regulações de Hong Kong, além de bancos centrais dos países citados. Uma entidade sediada em Hong Kong supervisionará as operações, conforme fontes próximas ao tema.
A iniciativa busca complementar o sistema existente de pagamentos em renminbi, o Cips, especialmente após conflitos regionais que aceleraram o uso de soluções digitais de pagamento. A ideia é expandir o uso internacional do renminbi.
Contexto e motivações
Analistas veem o movimento como parte de uma fragmentação do cenário de pagamentos, com o Swift perdendo espaço para redes regionais. O mBridge pode acelerar transações e reduzir custos para pagamentos menores e em tempo real.
A plataforma utiliza tecnologia de blockchain para transacionar entre bancos centrais com as próprias moedas digitais, encurtando o tempo de câmbio para segundos. Bancos comerciais podem participar sob supervisão de seus respectivos bancos centrais.
Perspectivas e impactos
Em transações já processadas, o mBridge registrou cerca de 470 bilhões de yuans, segundo fontes consultadas. Especialistas apontam que o sistema pode fortalecer a posição da China no comércio mundial e a internacionalização do renminbi.
O Banco Popular da China não comentou oficialmente sobre o tema. A comunidade financeira observa as regras de combate à lavagem de dinheiro aplicáveis, conforme padrões globais.
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