- Regime chinês interrompeu um culto da Igreja Early Rain Covenant (ERCC) em Jiangyo e prendeu dezenas de cristãos, incluindo dois pastores.
- A operação envolveu entre cinquenta e sessenta policiais e funcionários, conforme a ONG China Aid.
- Entre os detidos estavam Ancião Yan Hong e Ancião Wu Wuqing; crianças teriam sido levadas para interrogatório.
- A igreja informou que mais de trinta fiéis foram levados à força em veículos policiais, mas a maioria foi libertada após confraternização, hinos e orações.
- Segundo relatos, autoridades trancaram idosos e crianças em um salão de baile para verificações de identidade e mandaram que parassem de cantar; no final da tarde houve liberação.
O regime chinês interrompeu um culto da Igreja Early Rain Covenant (ERCC), na cidade de Jiangyo, no sudoeste do país, levando dezenas de cristãos presos, entre eles dois pastores. A operação contou com a participação de aproximadamente 50 a 60 policiais e funcionários do governo, segundo a ONG China Aid.
Entre os detidos estariam Ancião Yan Hong e Ancião Wu Wuqing, conforme relatos da ONG. Crianças também teriam sido levadas para interrogatório, segundo testemunhas ouvidas pela organização. A igreja informou à BBC que mais de 30 membros foram tirados à força em veículos policiais.
AERÇÃO dos fiéis aconteceu durante o culto. Mesmo com as prisões, membros da congregação relataram que continuaram confraternizando, cantando hinos e orando, até que a maioria fosse libertada no fim da tarde. Idosos e crianças teriam sido separados para verificações de identidade.
O histórico da ERCC remonta a 2008 e já esteve sob vigilância do Partido Comunista Chinês há anos. Em dezembro de 2018, a primeira ação policial durante um culto resultou na prisão do pastor fundador, Wang Yi, e de mais membros. Yi foi condenado a nove anos em 2019 por subversão de poder e atividades comerciais ilegais.
O motivo exato para a detenção dos dois líderes não foi detalhado pela igreja em seu comunicado publicado no Telegram. A congregação também informou que a polícia tentou obrigar presentes a assinar uma declaração juramentada para a libertação, mas o conteúdo do documento não foi divulgado.
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