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Embaixador do Irã afirma que acordo não pode ser feito sob pressão

Embaixador iraniano afirma que acordo não pode ser imposto, responsabiliza EUA por danos, defende enriquecimento de urânio e mantém Estreito de Ormuz aberto

Embaixador do Irã, Abdollah Nekounam Ghadirli - (crédito: Carlos Vieira CB/DA Press.)
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  • O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadirli, disse que qualquer cessar-fogo com os EUA deve responsabilizar o governo de Donald Trump pelos danos causados ao Irã e defende o direito de enriquecimento de urânio.
  • Ele afirmou que não haverá acordo sob pressão e que o diálogo deve ocorrer de forma justa e com respeito mútuo, criticando declarações do presidente dos EUA.
  • Sobre o Estreito de Ormuz, o embaixador disse que continua aberto e questionou por que os EUA atacaram antes de reconhecer esse fato, defendendo cobrança de danos pelos ataques.
  • O Irã sustenta o direito de enriquecer urânio sob o Tratado de Não Proliferação Nuclear e afirmou não haver desvio para armas, além de citar a proibição de armas atômicas pelo líder Ali Khamenei.
  • Nekounam também classificou o regime sionista como ameaça e ressaltou a defesa de Hezbollah e do povo palestino, rejeitando ataques a civis e defendendo direitos de autodeterminação.

Abdollah Nekounam Ghadirli, embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, disse que os EUA devem ser responsabilizados pelos danos causados ao Irã e criticou Israel. Ele defendeu o direito do Irã de enriquecer urânio e afirmou que qualquer cessar-fogo com Washington depende de responsabilidades dos EUA.

Em entrevista à imprensa, o embaixador afirmou que a distância para um acordo com os EUA pode ser tanto curta quanto longa, dependendo da boa-fé de ambas as partes. Ele disse que o tom usado por Washington transmite pressão e desconsidera a história iraniana.

Ghadirli afirmou que o Irã, signatário do TNP, mantém o direito de enriquecer urânio, mas que não houve desvios comprovados do programa pacífico. O embaixador citou fatawa do líder iraniano Ali Khamenei contra armas de destruição em massa.

Ele ressaltou que os EUA devem assumir responsabilidade pelos danos causados ao Irã, inclusive financeiros, para que haja avanços nas negociações sobre questões regionais. O embaixador indicou que a primeira etapa envolve reconhecimento de responsabilidade.

Sobre o Estreito de Ormuz, o embaixador disse que está aberto, como antes do ataque que começou em 28 de fevereiro. Ele questionou a retórica norte-americana de que o canal estaria sob controle dos EUA.

Programa nuclear e direito de enriquecimento

Nekounam Ghadirli reiterou o direito iraniano de enriquecer urânio sob o TNP. Ele disse não haver indicação de desvio para fins militares, apesar de críticas internacionais. O embaixador citou o histórico iraniano e a proibição religiosa de armas nucleares.

Perspectivas na região

O diplomata apontou que o conflito com Israel é uma questão de defesa legítima, segundo ele, diante de ataques a território iraniano e de aliados como o Hezbollah. Argumentou que a atuação do grupo é uma resposta a agressões.

Contorno histórico e humanitário

O embaixador mencionou críticas ao regime israelense e aos impactos sobre civis na região, com referências ao deslocamento de palestinos e às condições humanitárias. A fala também destacou diferenças entre aliados regionais e o que classifica como agressões externas.

Nenhum anúncio de acordo foi apresentado neste momento, conforme a leitura do embaixador, que reforçou a necessidade de basear qualquer diálogo em respeito mútuo e na retirada de pressões externas.

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