- EUA e Irã chegaram a acordo preliminar para cessar hostilidades por 60 dias e reabrir o estreito de Hormuz, visando abrir caminho para novas negociações.
- O acordo prevê que os EUA desbloqueiem o bloqueio naval ao Irã e que Teerã remova as minas de Hormuz, restabelecendo a navegação na via marítima.
- A assinatura formal está prevista para ocorrer em Genebra na sexta-feira; após isso, as partes iniciarão discussões técnicas para tratar de questões pendentes.
- O programa nuclear do Irã não foi resolvido no texto inicial; questões nucleares devem ser debatidas na próxima rodada de negociações.
- O destino dos ativos iranianos congelados e o alívio de sanções permanecem em aberto, com discussões sobre a possibilidade de desfalques financeiros ocorrerem em futuras negociações.
O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã visa cessar hostilidades por 60 dias e reabrir o estreito de Hormuz. Mediadores incluem Paquistão, com discussões que podem levar a etapas futuras para encerrar o conflito. O texto completo não foi divulgado.
Segundo as primeiras informações, Washington desativará o bloqueio naval ao Irã, enquanto Teerã removerá minas do estreito e permitirá a navegação. A leitura inicial aponta retorno ao status anterior ao início da guerra, em fevereiro.
O anúncio foi feito neste fim de semana por autoridades envolvidas, com Trump anunciando nas redes sociais que o acordo trará paz na região. O Irã descreveu o memorando como base para futuras negociações técnicas.
O cronograma prevê assinatura em Genebra, na próxima sexta-feira, com início dos compromissos iranianos já na sexta-feira. O período de cessação de hostilidades deve facilitar rodadas técnicas para resolver pendências.
Entre as pautas em aberto, o programa nuclear do Irã deve entrar na agenda em futuras rodadas. Quatro temas centrais surgem: tempo de suspensão do enriquecimento, estoque de urânio, destino de instalações e inspeções.
O estreito de Hormuz, responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo, deverá permanecer livre para navegação. O acordo também aponta que o fim do bloqueio ao petróleo iraniano poderá depender de condições acordadas.
Sobre ativos iranianos congelados, a liberação de aproximadamente US$ 25 bilhões permanece em aberto. A discussão sobre sanções e desbloqueios deve ocorrer em etapas futuras, segundo autoridades envolvidas.
O acordo envolve uma visão de encerramento das hostilidades em várias frentes, inclusive no Líbano. Contudo, a cooperação de Israel e o papel do Hezbollah não estão integrados ao texto, o que dificulta a aplicação prática da promessa de fim de operações.
Na prática, analistas veem o acordo como um passo inicial para desescalar tensões, com negociações técnicas a seguir. O desempenho de cada parte durante as próximas semanas será determinante para avanços reais.
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