- EUA e Irã teriam chegado a um acordo de paz que prevê encerramento da guerra, com assinatura do memorando marcada para sexta-feira, em Genebra; Ormuz deverá ser reaberto e o bloqueio aos portos iranianos será suspenso após a assinatura.
- As negociações apontadas repetem o fim imediato e permanente de operações militares e preveem conversas sobre questões mais difíceis, como o programa nuclear e as sanções, nos próximos sessenta dias.
- O estreito de Ormuz deverá reabrir, com tráfego regulado pelo Irã em coordenação com Omã; navios comerciais poderão transitar assim que o memorando for assinado.
- O Irã compromete-se a não produzir nem adquirir armas nucleares, e, até um acordo final, congelará atividades nucleares; os EUA concordam em suspender sanções e permitir a diluição do urânio altamente enriquecido dentro do Irã sob o futuro acordo.
- O texto cita ainda liberação de até US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados; representantes destacam que o acordo depende de aprovação nos próximos passos e de supervisão internacional.
O governo dos Estados Unidos e o Irã anunciaram um acordo de paz na noite de domingo, encerrando quase quatro meses de conflito no Oriente Médio. O texto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, com a assinatura marcada para sexta-feira, em Genebra. O acordo também implica a suspensão do bloqueio aos portos iranianos assim que o memorando for assinado.
Segundo o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, as partes concordaram com o fim imediato e permanente de todas as operações militares. O memorando de entendimento para encerrar a guerra deverá ser assinado na Suíça na próxima sexta-feira.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o memorando será publicado após a assinatura. Ambos os países disseram que o estreito terá tráfego reaberto e que as sanções aos portos iranianos irão à suspensão temporária.
Detalhes do acordo
O acordo prevê que negociações sobre questões complexas, como o programa nuclear iraniano e as sanções, ocorram nos próximos 60 dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o estreito será reaberto e que houve ordem de suspensão do bloqueio aos portos.
Uma autoridade iraniana disse que o tráfego marítimo pelo estreito ficará sob coordenação com Omã, incluindo regras que antes foram rejeitadas pelos EUA. O Irã também concordou em não produzir nem adquirir armas nucleares, conforme o texto do memorando.
Outra parte do entendimento envolve o congelamento de atividades nucleares iranianas até um acordo final. A autoridade iraniana afirmou ainda que os EUA concordaram em não impor novas sanções ao Irã até o acordo definitivo e que há possibilidade de diluir parte do urânio altamente enriquecido no Irã.
Trump mencionou que não há urgência para retirar o estoque de material nuclear iraniano, mas a gestão de inspeções será definida no acordo final. O texto também aponta a possibilidade de liberação de parte de ativos iranianos congelados, num montante estimado em US$ 25 bilhões, conforme a autoridade.
Perspectivas e desdobramentos
Lindsey Graham, senador dos EUA, disse que o acordo final precisará ser revisado pelo Congresso. O Irã afirma que não serão impostas novas sanções até o fechamento do acordo definitivo, com sanções ao petróleo potencialmente suspensas temporariamente.
O acordo também prevê um plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã, a ser negociado com Teerã em 60 dias. Autoridades de ambos os lados destacam que a cooperação regional e o diálogo serão centrais para o desfecho do conflito.
O Irã e os EUA não deram detalhes sobre o cronograma completo de retirada de sanções e de normalização econômica, mas indicaram que os próximos passos dependem de negociações técnicas entre as partes.
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