- O governo de Israel afirmou que manterá suas tropas nas áreas ocupadas do sul do Líbano por tempo indeterminado, após o acordo de paz anunciado.
- O entendimento recebeu críticas de membros do governo de Binyamin Netanyahu e de líderes da oposição, que dizem que os termos não asseguram a segurança do país.
- O conflito teve início com ataque do Hezbollah a Israel, aliado do Irã, levando Tel Aviv a ocupar o sul libanês e deslocar ao menos um milhão de pessoas.
- O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que manter o controle territorial é uma das principais conquistas da campanha e que haverá deslocamento forçado de moradores, destruição de infraestrutura do Hezbollah e resposta com força total se o Irã reagir.
- O acordo prevê a assinatura na sexta-feira, em Genebra, com a possível reabertura do Estreito de Hormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos; o funcionamento do tráfego no estreito seria regulado pelo Irã em coordenação com Omã.
O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira que manterá tropas por tempo indeterminado nas áreas ocupadas do sul do Líbano. A decisão acompanha o fim das ações militares mais intensas da campanha contra o Hezbollah, aliado do Irã. O deslocamento de centenas de milhar de pessoas já ocorreu desde o início do conflito.
O Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã, levando Tel Aviv a responder com ofensivas no Líbano e ocupação do território vizinho. Autoridades israelenses enfatizam que a presença militar busca garantir a segurança e impedir novas infiltrações. A declaração ocorre em meio a críticas internas.
O ministro da Defesa, Israel Katz, disse que manter o controle territorial é uma das principais conquistas da operação. Ele afirmou que moradores devem deixar zonas-designadas e que a infraestrutura do Hezbollah será destruída. O premiê Netanyahu informou Trump sobre as condições.
O Exército do Líbano pediu que deslocados adiem o retorno, citando risco de ataques de Israel. Outros membros do governo israelense criticaram o acordo, defendendo ações mais firmes contra o Hezbollah, mesmo com a negociação em curso.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, afirmou que o acordo com os EUA é ruim e defendeu ampliar a campanha no Líbano. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, disse que o acordo não vincula Israel e não garante sua segurança, defendendo desmantelamento completo do Hezbollah.
A oposição também criticou o entendimento. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett chamou o acordo de perigoso para a segurança. Yair Golan afirmou que grandes ganhos militares foram apagados pelo acordo, sem apoio a Netanyahu.
Detalhes do acordo
A assinatura está prevista para sexta-feira, em Genebra. Fontes próximas às tratativas indicam a reabertura do Estreito de Hormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos. Trump comentou que as restrições à navegação seriam suspensas, segundo relatos.
Uma autoridade iraniana disse que a passagem passaria a ser regulada pelo Irã em coordenação com Omã. A Fars informou ainda que o Irã poderia cobrar taxas por serviços marítimos após a assinatura do memorando. As informações não foram formalmente confirmadas pelo texto final.
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