- Estados Unidos e Irã anunciaram acordo para fim da guerra, incluindo o fim das operações israelenses no Líbano, divulgado no domingo (14/6).
- O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que o país não é parceiro do acordo e que ele não os obriga.
- Ben-Gvir destacou que Israel não pode aceitar menos do que o desmantelamento do Hezbollah e não recuará de territórios conquistados.
- O ministro disse que qualquer ataque vindo do Líbano a Israel acionará bombardeios em Dahiyeh, bairro de Beirute.
- Segundo o Ministério da Saúde libanês, o país registra 3.783 mortes e 11.699 feridos; o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah permanece atingido por ataques.
O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que o país não é parceiro do acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã. Ele disse que o acordo não garante a segurança de Israel e não impõe obrigações ao governo israelense.
O acordo, anunciado no domingo (14/6) pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo presidente dos EUA, Donald Trump, prevê o fim das operações militares no Líbano entre outros temas. A declaração ocorreu apesar de divergências internas em Israel sobre o pacto.
Ben-Gvir sustentou, em rede social, que Israel não aceita que o acordo oponha-se aos seus interesses de segurança. O ministro afirmou ainda que o Exército israelense não pode aceitar compromissos que não garantam o desmantelamento do Hezbollah ou a retirada completa de territórios disputados.
O ministro afirmou que qualquer ataque que se origina do Líbano deverá ser respondido com bombardeios em Dahiyeh, bairro de Beirute. A mensagem reforça a posição de resistência de Israel em relação a ações do Hezbollah e a presença de infraestrutura associada ao grupo.
Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano, as guerras na região deixaram 3.783 mortos e 11.699 feridos no país. Ainda que tenha sido assinado um cessar-fogo entre Israel e Libano, ataques entre as partes e entre o Hezbollah continuaram a ocorrer.
Entre na conversa da comunidade